SÉTIMA ARTE - Um cineasta em seu tempo
A preocupação com um cinema que tenha a cara do Brasil sempre permeou o trabalho do cineasta Ruy Guerra. Até mesmo em Londrina, na oficina de direção que ministrou na semana passada, ou no Rio de Janeiro, onde leciona cinema, é nítida a sua preocupação em formar nas novas gerações uma consciência mais crítica e menos subordinada aos modelos exteriores.
Ruy Guerra nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo), em Moçambique país para onde retornou no final da década de 1970 para participar da criação do Instituto Nacional de Cinema moçambicano após o país ter se tornado independente (era colônia portuguesa). Estudou cinema em Paris, mudou-se ainda jovem para o Brasil. E tentou instigar e questionar a sociedade em todas as terras por onde andou. Por aqui, essa atitude encontrou no Cinema Novo a sua maior projeção.
Com diversos filmes premiados internacionalmente (como Os Cafajestes, Os Fuzis, Os Deuses e os Mortos, Ópera do Malandro e Erendira) e mais de 25 longa-metragens, o nome Ruy Guerra também pode ser encontrado ao lado de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Carlos Lyra e Milton Nascimento, em textos e direção para teatro e até assinando crônicas publicadas em jornais.
Porém, apesar de orbitar por todas essas áreas, é no cinema que o diretor alcança sua satisfação plena; é através das lentes da câmera que ele consegue transmitir com maior exatidão a sua visão de realidade cheia de focos e cores dissonantes. Nunca fiz nenhum filme que não quisesse fazer. Seria um fracasso se eu tivesse feito filmes sob encomenda e tivesse feito isso contra a minha vontade, por uma questão qualquer, ponderou o cineasta.
É um país da costa oriental da África Austral. Sua capital é Maputo. Lá, a língua portuguesa é a língua oficial, no entanto, ela é língua materna de apenas 6% da população número que, na cidade de Maputo, chega aos 25%
É músico, compositor, teatrólogo e escritor brasileiro. Chegou a cursar arquitetura e urbanismo, mas abandonou o curso no 5º ano, quando já possuía algum renome musical. Chico Buarque ganhou fama por sua música, que comenta o estado social, econômico e cultural do Brasil. Chico, como ficou conhecido no Brasil, veio de uma família privilegiada. Seu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, foi um sociólogo famoso, e seu tio era Aurélio Buarque de Hollanda, cujo nome é famosamente associado com o dicionário Aurélio.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





