Sete Cidades de pedra no Piauí
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2001
Edilson Oliveira Moura De Piripiri (PI) 
No dia seguinte, o destino é Piripiri, no Piauí. A poucos quilômetros da cidade brotam veios dágua e formações rochosas com milhões de anos, que preenchem o cenário deslumbrante do Parque Nacional de Sete Cidades.
De Ubajara a Piripiri são apenas 138 quilômetros. Ao retomar a BR-222 em Tianguá, no sentido Teresina, vale a pena dar uma paradinha no centro de venda de artesanato, ao lado da rodoviária, que fica às margens da rodovia. Desta cidade partem vários ônibus diariamente para Piripiri. O trecho da estrada próximo à divisa dos estados é esburacado e exige perícia dos motoristas.
Apesar do parque estar dentro dos limites do município de Piracuruca, é Piripiri que atrai a maioria dos turistas. É a cidade mais importante da região e a que oferece as melhores condições de estadia. De carro é fácil chegar ao parque. Mas é complicado para quem viaja de ônibus. Não há transporte coletivo para o local. A única alternativa é fretar um táxi. Todos, sem exceção, cobram R$ 50,00 (ida e volta) incluindo o tour pelas sete cidades de pedra, que ficam distantes uma das outras.
O conjunto de formações areníticas dispostas em boa parte dos 6.621 hectares do parque é semelhante ao do Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná. A origem é a mesma. Durante milhões de anos, a ação do vento, da chuva e oscilações de temperatura esculpiram grandiosos munumentos naturais de granito.
O parque é conhecido como um dos mais importantes sítios geológicos e arqueológicos do Nordeste. Estudos mostram que a região foi habitada por índios tabajaras, responsáveis por mais de 1.500 pinturas rupestres distribuídas em vários blocos de pedra.
O cenário de rochas gigantescas estimula o visitante a imaginar figuras desenhadas com o tempo. Muitas delas se tornaram oficiais e constam em todos os guias de turismo e material de divulgação: mapa do Brasil, pedra da tartaruga, arco do triunfo, esfinge de Dom Pedro I, pedra da biblioteca e toca dos mocós. Depois de conhecer os sete conjuntos de pedras, não deixe de se refrescar em alguma nascente, na cachoeira do Riachão ou na piscina de água natural.
Com fontes que não secam nunca, a vegetação do parque é típica de região de transição entre o cerrado e a caatinga. As espécies de árvores mais comuns são o bacuri, o murici e a macambira. Também há palmeiras como o buriti, a carnaúba e o tucum.
Entre os animais se destacam o veado-mateiro, o mocó, a iguana típica da Amazônia , suçuarana, raposa, paca e pequenos felinos, além de uma grande variedade de aves.
Como a maior parte é feita de carro, a visitação não é tão cansativa e demora cerca de três horas. Para percorrer as trilhas a pé é necessário um dia inteiro. Além disso, o guia cobra o dobro. Enquanto que de carro cobra-se R$ 10,00 (independente do número de pessoas), caminhando o preço sobe para R$ 20,00.


