Sete anos de boa música
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
São diversas as definições de música erudita. Uma delas, utilizada por muitos dicionários de música, define o gênero como uma opositora à música popular, folclórica, ligeira ou de jazz. Talvez essa não seja uma definição integralmente adequada ao panorama atual; a música erudita vem ganhando mais visibilidade ao se aproximar do público de uma maneira menos sisuda.
Hoje, a Orquestra de Câmara Solistas de Londrina completa sete anos de existência num percurso de difundir essa vertente. Dirigida pelo spalla Evgueni Ratchev a orquestra proporciona um trabalho com a música erudita de câmara, interativo, fundamentado em deslocar os espaços de apresentação, o que constrói um fluxo de diferentes públicos, além de estabelecer canais de referência entre as pessoas e as obras executadas. Além do repertório tradicional de música erudita, os treze instrumentistas desenvolvem um trabalho com ênfase maior na música brasileira.
Um dos diferenciais, a exemplo de outras orquestras de câmara no mundo, é sua concepção artística de atuar sem regente.
Com uma carreira já destacada no panorama da música clássica brasileira, a corporação busca incluir em seus concertos diferentes alternativas de cativar novas platéias, e não apenas registrar o trabalho do grupo de câmara.
Desde a sua criação, participa dos principais festivais de música do país. Provas de seu reconhecimento não faltam. O grupo foi escolhido pelo próprio compositor para gravar a trilha sonora do desenho animado ''Marsupilami'' da produção francesa Yellowshark.
Outro fator relevante está em suas participações; o grupo já acompanhou solistas de prestígio internacional, como o oboísta Alex Klein, o violoncelista Antonio Lauro Del Claro, os violonistas Yamandú Costa e Fábio Zanon, e outros nomes.
Em 2000, a orquestra foi classificada no concurso ''Rumos Itaú Cultural'', entre os pré-finalistas da região Paraná e Santa Catarina. Já em 2002, lançou o CD intitulado ''Imagens Brasileiras'', com obras dos mais expoentes compositores clássicos brasileiros. O grupo de instrumentistas também conquistou prêmio no programa ''Apoio às Orquestras'', da Funarte. No mês de janeiro de 2004 lançou o disco ''Brasilianas'', na Áustria, Alemanha e França.
Devido a interpretação da Sonata para Cordas de Carlos Gomes, registrada em ''Imagens Brasileiras'', a orquestra foi escolhida para integrar o projeto ''Família Imperial Álbum de Retratos'', desenvolvido pelo Museu Imperial.
Atualmente, a orquestra realiza concertos para a ''Temporada Londrina'', ''Concertos Paraná'', ''Série Concertos nas Igrejas'' e ''Série Concertos Didáticos''. Para encerrar 2005 e comemorar o aniverário, a orquestra se apresentou ontem ao lado do Madrigal de Londrina, na catedral da cidade.
Ainda este ano, está programada a finalização do CD, integrante da série ''Retratos Brasileiros'', com obras para cordas compostas por César Guerra-Peixe. O disco é a primeira etapa de uma empreitada da orquestra que pretende, ainda, registrar obras de outros grandes compositores brasileiros, como Edino Krieger, Ernani Aguiar, Radamés Gnatali, Francisco Mignone, entre outros. As faixas foram gravadas ao vivo no concerto realizado do mês de junho de 2005, no Teatro Crystal, em Londrina, e o lançamento está previsto para o início de 2006.


