Branca de Neve, quem diria, está completando 60 anos de idade. Mas com um corpinho de vinte, graças a uma combinação de máquinas e softwares desenvolvidos pela Kodak, para efeitos especiais. Primeiro desenho animado de longa-metragem criado por Walt Disney em 17 de julho de 1937, com base no conto ‘‘Schneewittchen’’, escrito em 1812 pelos irmãos alemães Grimm, ‘‘Branca de Neve’’ tornou-se, também, há três anos, o primeiro totalmente processado a partir da técnica de rejuvenescimento descoberta pela Kodak para restaurar filmes antigos.
As comemorações em homenagem aos 60 anos de Branca de Neve chegam num momento oportuno para a Disney, em termos de marketing, já que o estúdio mais famoso do mundo amarga a queda de cerca de 10% das ações da empresa na Bolsa de Wall Street, por causa dos baixos lucros obtidos até agora com o desenho animado ‘‘Hércules’’. Desde o lançamento, em 17 de julho de 1937 no Carthay Circle Theater de Hollywood, ‘‘Branca de Neve e os Sete Anões’’ já faturou, em ingressos, cerca de um bilhão de dólares.
O desenho levou três anos para ser construído, empregou 400 técnicos e revolucionou os conceitos de animação no cinema. Com custo de R$ 1,5 milhões - um absurdo, na época - faturou três vezes mais apenas um ano depois do lançamento. Sem falar nos lucros obtidos com o lançamento de álbuns de figurinhas e outros souvenirs de Branca de Neve e os anões Dunga, Dengoso, Zangado, Feliz, Atchim, Soneca e Mestre.
O conto, considerado por alguns críticos como ‘‘escapista, absurdo e fantasioso’’, fala de uma garota de pele branca como a neve que, aos 15 anos, foi envenenada por uma bruxa, por encomenda de uma rainha vaidosa, que não queria ninguém mais bonita do que ela no mundo. Ajudada pelos anões, ela conseguiu se salvar e acabou se casando com um príncipe. Mas quem viveu feliz para sempre, mesmo, foi Disney, com os milhões de dólares que o filme rendeu.

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