A galeria Casa da Imagem, de Curitiba, promove hoje, às 20 horas, uma sessão de vídeos de curtas brasileiros. São quatro títulos, além de um média metragem de Bill Viola, com uma hora de projeção: ‘‘Juvenília’’, de Paulo Sacramento, ‘‘Terral’’, de Eduardo Nunes, ‘‘A Escada’’, de Phillipe Barcinski, ‘‘WC’’, de Dunia Goitia Salazar e, de Bill Viola, ‘‘I do not Know what it is I am like’’.
‘‘Juvenília’’, rodado em 1994, é uma dura crítica à estagnação e ao reacionarismo. Em sete minutos a câmara mostra imagens despojadas de cores e diálogos. Levou a medalha de prata no Festival de Curtas Goldene Camera, Alemanha, em 1996, e também foi considerado melhor filme nos Rencontres Henri Langois, na França, em 1995, e melhor curta no Riminicinema, Itália, em 1995.
‘‘Terral’’, de Eduardo Nunes, de 1995, mostra quatro pessoas numa cabana à beira-mar: a mulher, o marido bêbado e dois pescadores. O quadro se completa com o som do mar e a luz vacilante do lampião. De resto, a escuridão. Os 18 minutos de imagens renderam inúmeros prêmios.
Medalha de Prata no Hamburgo Internacional Shortfilm Festival 1997; prêmio de contribuição à linguagem cinematográfica no Rio Cine 1995; melhor filme 16 mm no Festival de Gramado 1996; melhor fotografia e prêmio especial no Festival de Cinema de Cuiabá 1996; melhor direção, direção de arte e edição de som no Festival de Brasília 1996; melhor filme, fotografia, montagem, som e pesquisa da linguagem cinematográfica no Festival Brasileiro de Cinema Universitário; melhor direção no Festival de Recife 1997; prêmio de pesquisa cinematográfica no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 1997.
Outro filme que carrega uma penca de prêmios em sua carreira – entre eles a indicação ao Oscar de melhor filme de escola estrangeira – é ‘‘A Escada’’, de Phillippe Barcinski. Rodado em 1996, conta em cinco minutos que para chegar ao topo da escada, basta repetir alternadamente os movimentos.
Não levou o Oscar, mas foi o melhor curta 16 mm no festival de Brasília 1996; melhor filme Ibero Americano no Festival Internacional de Escolas de Cinema, México 1997; ganhou o prêmio especial do júri no Festival de Gramado 1996; foi o melhor curta experimental no Festival Ibero Americano de estudantes de Cinema, São Paulo 1998; integrou a seleção especial do júri do Festival de Augsburg, Alemanha 1996; seleção dos dez preferidos do público do Festival Internacional de São Paulo 1996; e obteve menção honrosa no prêmio Nascente 1996 da Editora Abril.
‘‘WC’’, de Dunia Goitia Salazar, de 1998, mostra um romance inusitado num hall de banheiros, provocando confusões em série. No Festival de Recife, no ano passado, levou o prêmio de melhor roteiro de animação; foi o melhor curta de animação no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba, também em 1999, e no Festival Nacional Universitário 1999, abocanhou o prêmio pela contribuição técnica e criatividade.
‘‘I do not Know what it is I am like’’, de Bill Viola, investiga os estados internos e a consciência animal que o homem carrega em si. Dividido em cinco partes, o filme funciona mais como um mapa do que como uma descrição da psiquê animal. De um estágio inicial – o puro Ser –, avançando para outros de ordem física e racional, finalmente chega-se a um nível além da Lógica e das leis da Física.
Mostra de Vídeos na Casa da Imagem, Rua Dr. Faivre, 591, em Curitiba. Fone 262-5210. Hoje, às 20 horas. Ingressos a R$ 5,00.

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