DivulgaçãoPatrimônio naturalO tuiuiu, um dos símbolos do Pantanal: região abriga mais de 300 espécies de avesO Sesc (Serviço Social do Comércio) planeja implantar infra-estrutura de hospedagem e lazer equipada para o turismo social, ecoturismo e pesquisa científica em 58 mil dos 130 mil hectares do Pantanal. Realizada com o apoio de especialistas e organizações não-governamentais, a reserva para o Sesc Pantanal estará localizada a 145 km de Cuiabá, entre os Rios Cuiabá e São Lourenço, ao lado de uma reserva particular do patrimônio natural.
Para manter preservada pelo menos 90% da área do projeto, o setor recreativo ocupará apenas 500 hectares próximos ao Rio Cuiabá, que funcionará como via de acesso. Em 3,5 mil hectares a intervenção será limitada à implantação de trilhas ecológicas e postos avançados para o estudo da vida silvestre em viveiros de pássaros, jacarés, peixes e mamíferos. O acesso dos visitantes, sempre com guias, será rigorosamente controlado.
O restante da área não sofrerá nenhum tipo de intervenção, mantendo-se preservada para a pesquisa científica e programas de conservação. É ali que vivem aves raras como o colhereiro, de penas rosa e bico em forma de colher para filtrar os alimentos na água. A famosa sucuri do Pantanal encontra-se à beira dos rios ou dentro da água, durante o verão, e entre os arbustos, no inverno, para se proteger do vento. Ela, como o tuiuiu, é um dos símbolos do Pantanal.
O projeto do Sesc pretende preservar pelo menos parte deste santuário ecológico que vem sofrendo o impacto da atividade humana. Nos anos 70 e 80, a caça furtiva comprometeu a fauna e só agora começa a se observar o retorno de animais como a onça, a ariranha, a lontra e o jacaré. Atualmente, a pesca predatória é a maior ameaça, associada ao crescimento desorganizado do ecoturismo.

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