Serviço de Preto apresenta
influências negras no Curaçao
Sem negar as
influências da
música negra
Arranjos funk, feitos especialmente para músicas brasileiras e internacionais, são a essência do trabalho da banda Serviço de Preto, que se apresenta hoje no Café Curaçao, em Curitiba.
Há mais de um ano o grupo faz muita gente dançar com o balanço de arranjos para músicas de feras como Gilberto Gil, Stevie Wonder, Otis Redding, Tim Maia, Funkadelic, Jamiroquai e Black Rio, além de composições próprias.
Serviço de Preto nasceu da união de músicos das mais diversas influências, do funk ao MPB, passando pelo jazz e pelo blues. A voz do grupo é do jornalista Fabrizio Filho. O baixo é de Léo Martisi, a guitarra de M.C.Pereira e a guitarra de Dudu Santana. Os integrantes da banda Maxixe Machine, o percussionista e tecladista Ricardo Rosinha e Therciano Albuquerque, também integram o grupo.
Os músicos descartam o uso de recursos eletrônicos, preferindo o timbre e a sonoridade crua que fez escola nos anos 70. Eles explicam que o nome Serviço de Preto foi escolhido para deixar claro para o público as influências da música e cultura negras sobre o som executado por eles.
Sem considerar o nome politicamente incorreto, os músicos afirmam que conseguiram inverter o sentido da expressão, já arraigada na cultura brasileira, conquistando a simpatia de movimentos negros. Eles acreditam que o uso da expressão como nome da banda funcionou como uma ironia contra o preconceito.
Sempre com muito alto-astral, o grupo promete mais um show animado e dançante neste sábado. Para isto, um dos ambientes do Café Curaçao será transformado em pista-de-dança, sem cadeiras ou mesas para atrapalhar a festa funk.
O show com a banda Serviço de Preto, no dia 13, tem início às 23h30 e a entrada custa R$ 5,00. O bar abre às 21 horas e fica localizado na Rua Senador Xavier da Silva, 210, fone (041) 224-6086.

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