Misturar o funk com o sertanejo e animar a galera. Essa é a proposta da dupla Cacio e Marcos. Amigos desde a infância, Marcos Alexandre Melo dos Santos, de 24 anos, e Cacio Cossuol Meneguite, de 23, eram praticamente vizinhos, brincavam nas ruas de Carapina, distrito de Serra (ES), e há quatro anos trabalham profissionalmente. Quando podem, retornam às origens. "Daí o pessoal fica doido quando a gente vai lá."
A música já estava presente na rotina dos capixabas quando participavam do mesmo coral da igreja, na faixa dos cinco anos de idade. "Eu entrei no coral porque era apaixonado por uma menina", revela Marcos.
De lá pra cá, as meninas continuam no centro das atenções deles até na proposta artística. "As Mina Pira", "Tá Doidona", "Paga de Santinha", "Tá Tarada", "Bandida", "Prisioneira" e "Mulher Mortadela", são exemplos de alguns hits da dupla, atualmente radicada em Londrina. A primeira já passa dos 4 milhões de visualizações na internet. "Falamos do que vemos na noite e já ouvimos crítica, mas não ligamos. É o que acontece mesmo. É uma música com pegada e as letras são safadas, pra balada e pra quem tá sofrendo de amor também", explicam.
Em "Mulher Mortadela" defendem: "Uma mulher que é gostosinha de apertar/ Todo mundo devia experimentar/ Com uma qualidade adicional/ São suas gordurinhas que me fazem passar mal/ Você aí largue logo essa magrela/ A mortadela tem carne até o pescoço".
Cacio representa o lado sertanejo, é fã de Chitãozinho e Xororó e Cristiano Araújo. Marcus é do funk e destaca Mc Guimé e Mr. Catra. A sintonia se vê no olhar, e quando Cacio pega o violão, não sobra espaço pra conversa. Eles preferem explicar uma das letras da maneira que mais sabem: cantando.
Sobre o sucesso e a fase de evidência, são enfáticos: "A gente deu sorte. Tem que correr atrás e ter criatividade nesse meio".

PAPEL DAS FÃS


A estreia nacional foi no começo do mês, quando Cacio e Marcos se apresentaram no programa "Legendários", da Record, com "Pá Pá Pá". "Com o tempo, a gente vai se acostumando. Ficar com a boca seca ao vivo ainda acontece", admitem.
Eles atribuem a participação à idolatria das fãs, que já se espalham por todo o País. Em 2014, contam que fizeram uma turnê internacional. "Foi em junho do ano passado. Passamos por Atlanta, Boston e Filadélfia. Foi para animar brasileiros e gringos."
No palco, Lau (apelido de Wallace Ponciano), um mineiro de Coronel Fabriciano, também se destaca. "o Walace é feito um bobo da corte. Diverte. É o dançarino que não sabe dançar e nos acompanha há quatro anos. Ele veste fantasia, agita o público e já foi pior", brincam.

VIDA SIMPLES


Numa segunda-feira de folga, Cacio e Marcos atendem à reportagem e mostram que gostam de pegar no batente até nesses dias. Cacio entra na sala com um capacete em um braço e um pulverizador para jardim no outro. Marcus é pego na lida, cortando a grama. Pergunta se pode continuar sem camisa e os dois enfatizam: "Somos simples". Esticam a prosa e o sotaque capixaba, marca da dupla, predomina. "Nosso show é animado. Tem criança, avós e a ideia é não deixar ninguém parado. Somos irreverentes", vendem.

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