‘‘Um sonho realizado.’’ É assim que Tom Black e Israel Lucero, os dois finalistas do ‘‘Ídolos 2010’’ (Record), falam sobre a experiência de chegar à final do programa hoje.
  Israel Lucero, de apenas 16 anos, lembra que o início da atração não foi fácil. ‘‘Recebi dois ‘nãos’ dos jurados, um do Marco [Camargo] e um do [Luiz] Calainho, mas nunca deixei de acreditar.’’ As respostas positivas vieram de Paula Lima e de Luiza Possi, que foi jurada convidada.
  O estilo sertanejo agradou ao público. As referências são claras: as duplas do chamado sertanejo romântico, como Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo, entre outras. ‘‘Foi inesquecível cantar com o Daniel, meu ídolo desde criança’’, lembra o rapaz.
  Já Tom Black é de outra escola, da música negra. Segundo o jurado Calainho, ‘‘ele é um representante do soul. Me lembra a época da Motown’’, diz ele citando o selo americano que lançou artistas como Steve Wonder e Jackson 5, nos anos 1960. Os elogios não param e, de acordo com Paula Lima, ‘‘Tom dá um frescor à música negra brasileira’’.
  Esta é a segunda participação de Tom Black no ‘‘Ídolos’’. ‘‘Na primeira vez, em 2008, achei que tudo era mágica, fantasia. Neste ano, a intenção era aprender muito. Tudo foi dando certo, e cheguei até aqui.’’
  Aprender também foi importante para Israel. ‘‘Tenho um estilo definido, mas entendi que preciso estar preparado para tudo. Interpretar Roberto Carlos e MPB foi ótimo.’’ Calainho reconhece que há virtude no estilo do rapaz: ‘‘Seria muito fácil para ele fazer sertanejo universitário, que está na moda, mas ele se mantém fiel à sua raiz’’.
  Já Camargo pontua o que levou os dois à final: ‘‘Eles têm um carisma violento. E, quinta, a disputa é entre popularidade, não entre talento, pois isso os dois já provaram que têm’’.
Ídolos – Final hoje, às 23h15, na Record

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