Sertanejo e música negra na final do Ídolos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Tainá Tonolli<br> Folhapress 
Um sonho realizado. É assim que Tom Black e Israel Lucero, os dois finalistas do Ídolos 2010 (Record), falam sobre a experiência de chegar à final do programa hoje.
Israel Lucero, de apenas 16 anos, lembra que o início da atração não foi fácil. Recebi dois nãos dos jurados, um do Marco [Camargo] e um do [Luiz] Calainho, mas nunca deixei de acreditar. As respostas positivas vieram de Paula Lima e de Luiza Possi, que foi jurada convidada.
O estilo sertanejo agradou ao público. As referências são claras: as duplas do chamado sertanejo romântico, como Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo, entre outras. Foi inesquecível cantar com o Daniel, meu ídolo desde criança, lembra o rapaz.
Já Tom Black é de outra escola, da música negra. Segundo o jurado Calainho, ele é um representante do soul. Me lembra a época da Motown, diz ele citando o selo americano que lançou artistas como Steve Wonder e Jackson 5, nos anos 1960. Os elogios não param e, de acordo com Paula Lima, Tom dá um frescor à música negra brasileira.
Esta é a segunda participação de Tom Black no Ídolos. Na primeira vez, em 2008, achei que tudo era mágica, fantasia. Neste ano, a intenção era aprender muito. Tudo foi dando certo, e cheguei até aqui.
Aprender também foi importante para Israel. Tenho um estilo definido, mas entendi que preciso estar preparado para tudo. Interpretar Roberto Carlos e MPB foi ótimo. Calainho reconhece que há virtude no estilo do rapaz: Seria muito fácil para ele fazer sertanejo universitário, que está na moda, mas ele se mantém fiel à sua raiz.
Já Camargo pontua o que levou os dois à final: Eles têm um carisma violento. E, quinta, a disputa é entre popularidade, não entre talento, pois isso os dois já provaram que têm.
Ídolos Final hoje, às 23h15, na Record


