São Paulo, 22 (AE) - Foram quatro, na verdade, quase cinco anos no ar - de 24 de setembro de 1968 a 23 de agosto de 1973. Durante todo esse tempo foram exibidas as aventuras do trio que formava o "Mod Squad", um comando meio clandestino da polícia de Los Angeles. Michael Cole interpretava Pete Cochrane, Clarence Williams III era Linc Hayes e Peggy Lipton criava Julie Barnes, aparecendo Tige Andrews como o capitão Adam Greer, o único que conhecia a identidade do trio. Os quatro foram reunidos num longa exibido em maio de 1979 pela ABC: "O Retorno de Mod Squad".
Mesmo não obtendo a popularidade de outras séries no Brasil, "Mod Squad" formou seu público fiel. A série foi idealizada e produzida por Aaron Spelling, responsável por outros sucessos (como O Casal 20). Foi Spelling quem teve o feeling para perceber que os anos 60 estavam sendo uma década de profundas modificações de comportamento. A pílula, a minissaia, a liberação dos costumes, maio de 68, tudo isso deu voz aos jovens, que passaram a manifestar-se com uma liberdade impensável para a geração anterior.
Spelling trouxe isso para a sua série de TV. O diretor Scott Silver foi um passo adiante e tentou atualizar a série para o fim dos anos anos 90. Como disse, não quis alienar o público mais velho, que tinha carinho pela série (quando jovens, reconheciam-se nela), e também não quis marginalizar a garotada de hoje, que simplesmente não conhecia o "Mod Squad" original. Os personagens foram atualizados em termos de drogas e violência urbana. Como disse Silver, "pegamos três garotos contemporâneos e os colocamos dentro de uma estrutura convencional de programa policial na TV". O resultado tem seu charme, embora se deva ressaltar um aspecto no mínimo curioso: nenhum dos jovens atores conhecia a série antiga e só Claire manifestou desejo de conhecê-la. Os outros preferiram ignorar o original para ter, como disseram, "mais liberdade de criação". (L.C.M.)

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