Encontrado numa região erma de São Paulo o corpo de uma jovem. Ainda não há informação sobre o assassino nem sobre a motivação do crime. Sabe-se apenas que há marcas de práticas sadomasoquistas. Calma, você não está na página policial. Essa é uma das tramas que será apresentada na série 9MM: São Paulo, que estréia na Fox em junho.
Primeira produção de dramaturgia produzida pelo grupo no Brasil, com recursos próprios e da Ancine - o orçamento total não foi informado -, 9MM terá quatro episódios neste ano e outros nove, ainda em fase de produção, programados para irem ao ar em 2009.
A história é sobre o dia-a-dia de uma equipe da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil da capital paulista composta por cinco investigadores. Com tintas fortes, retrata a escassez de recursos - a complicada realidade da polícia na cidade -, além dos problemas pessoais e morais de cada profissional.
Segundo Roberto d'Avila, que assina a criação do projeto em parceria com Carlos Amorim (autor de Comando Vermelho) e Newton Cannito, foram nove meses de pesquisa, acompanhando a rotina de policiais de verdade. ''Nos interessa trazer para a tela as marcas da realidade do que é a PC brasileira, de São Paulo. Isso que nos norteou na produção da série'', afirmou.
Para resguardar essa realidade, não foram economizadas cenas de violência. Além disso, o roteiro está cheio de palavras fortes - palavrões mesmo. ''Não seria verossímil se fosse diferente'', defendeu Kátia Murgel, diretora de programação e produção da Fox Latin American Channels do Brasil.
Além disso, houve uma preocupação de utilizar locações reais. As gravações ocorreram em 50 pontos da cidade, entre eles três favelas. O ritmo dos takes é intenso, no estilo câmera na mão.
Personagens
Os quatro episódios iniciais da série giram em torno de cinco personagens principais: Eduardo (Luciano Quirino), Horácio (Norival Rizzo), Luíza (Clarissa Kiste), Tavares (Marcos Cesana) e 3P (Nicolas Trevijano).
Todos têm em comum a batalha diária que representa o equilíbrio entre seus problemas pessoais e o dever de representar a Justiça. Esbarrando inclusive na discussão sobre os métodos nada ortodoxos muitas vezes utilizados pela polícia.
A escolha dos atores levou em consideração o respeito a um princípio básico, segundo os produtores: a verossimilhança. Então, telespectador, não espere encontrar rostos muito conhecidos. Foram escolhidos para os papéis principais atores que, apesar de terem formação sólida no teatro, fossem caras novas. Ao todo, 800 pessoas passaram por testes até se chegar ao elenco final, composto por cem atores.
O processo de produção levou alguns meses. ''Nos encontrávamos, líamos o roteiro, eram feitas modificações, foi um trabalho quase artesanal. Tivemos tempo para nos preparar'', afirmou o ator Luciano Quirino.
As gravações duraram de outubro a dezembro do ano passado. A atriz Clarissa Kiste comemora a liberdade que teve para criar. ''Em nenhum momento a cena foi ensaiada para a câmera. Havia um ensaio da situação. A câmera se posicionava de acordo com a dinâmica do que a cena pedia.''
SERVIÇO
- 9MM: São Paulo
Quando - 10 de junho, às 22h
Onde - Fox

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