Muitos ainda se lembram de como as grandes salas ficavam lotadas de fiéis espectadores, nesta época do ano, décadas de 50, 60, entrando pelos 70. Espetaculares quase sempre, os filmes do tempo de Cristo ou simplesmente bíblicos eram disputadíssimos – ‘‘Quo Vadis’’, ‘‘Calice Sagrado’’, ‘‘Manto Sagrado’’, ‘‘Rei dos Reis’’, ‘‘Ben-Hur’’, ‘‘Dez Mandamentos’’, ‘‘A Maior História de Todos os Tempos’’, ‘‘A Bíblia’’, ‘‘Jesus de Nazar钒. Hoje, Sexta-Santa, a programação oferece um título nebuloso, sem atrativos espetaculares, ‘‘ O Corpo’’ que pode ou não ser o de Cristo. E que não deve sensibilizar como antes.
No tempos de agora, Jerusalém abriga uma raridade arqueológica capaz de provocar comoção nas comunidades religiosas mundiais. Escavações descobriram um estranho esqueleto milenar. Exames ósseos mostram que houve morte por tortura e crucificação, ao estilo romano praticado há cerca de dois mil anos. Ao redor do achado, moedas de ouro com a efície de Pôncius Pilatos, governador da província-colônia de Roma. Por todos os indícios, a conclusão dos peritos é que desposjos podem pertencer a um rabbi, o primeiro de todos, Yeshu Ben Yosef. Aliás, Jesus. O Vaticano não perde tempo e manda um emissário expert, o jesuíta Matt Gutierrez (Antonio Banderas), que vai trocar idéias a respeito com a arqueóloga judia Sharon Golban (Olivia Williams, mulher de Bruce Williams em ‘‘O Sexto Sentido’’). Ciência e fé diante do desconhecido – bom ponto de partida para qualquer discussão, inclusive no cinema. Resta saber o que o diretor Jonas McCord fez a respeito (o filme não foi mostrado à imprensa antes do lançamento, também simultâneo nos Estados Unidos..
‘‘O Corpo’’ é uma co-produção Estados Unidos-Israel, e tem equipe predominantemente judia. Uma credencial é o veterano e sempre seguro diretor de fotografia Vilmos Zsigmond. (C.E.L.J.)

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