Sergio Russo é homenageado pela Câmara de Londrina
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Rodrigo Souza Grota<bR>De Londrina 
Ele não é londrinense, mas há trinta e dois anos não consegue se desligar da cidade. Sergio Russo, especialista em ilustração médica, será homenageado hoje, a partir das 18 horas, na Câmara Municipal de Londrina. A iniciativa é do vereador Flávio Vedoato (PSC) e foi aprovada por unanimidade pelo legislativo londrinense.
Russo nasceu em São Caetano do Sul, interior de São Paulo, e veio a Londrina em 1969 para cursar medicina: ''Queria fugir da poluição de São Paulo e estudar'', justifica. Concluído o curso, Sergio passou a se dedicar totalmente ao desenho, especialmente a desenhos cirúrgicos. Em 1979, ele foi para os Estados Unidos estudar na Toledo University, em Ohio. Por cinco meses, teve aula com seu único professor - Paul Fairchild, presidente da Association of Medical Illustrators (AMI).
Em 1985, Russo seguiu para Berlim (Alemanha) como bolsista, desenhando neurocirurgias. Voltou a Londrina dois anos depois, retornando a Sttutgart em 1988, dessa vez para trabalhar na editora Thieme, a segunda mais importante na Alemanha relacionada à medicina. Permanece até 1996, publicando onze livros em alemão e inglês. Um deles chegou a ser traduzido para o japonês, polonês e italiano.
Além das publicações, Sergio realizou exposições na Suíça e na Áustria, além da Alemanha (Bonn, Berlim, Sttutgart). Nessa época, chegou a fazer desenhos humorísticos também, trabalho que já foi exposto em Londrina, no Bar Vilão.
Nesses vinte e sete anos de desenho, Sergio nunca exerceu a medicina, mas considera o que aprendeu na faculdade essencial para o seu trabalho. Desde 1998 é o único brasileiro a integrar a AMI: ''Dos mil desenhistas da associação, 450 são profissionais de desenho, e desses, apenas 17 são de fora dos EUA e do Canadá'', detalha.
Atualmente, além dos trabalhos para a AMI e para algumas editoras alemãs, Sergio Russo ensina a arte do desenho na Escola de Danças e Arte Adanac, em Londrina. Para o próximo ano, ele avisa que deverá ensinar também a arte da ilustração médica, o que é raro no País: ''Quero abrir um campo que não foi muito explorado ainda pelo médicos e desenhistas'', justifica. Segundo Sergio, essa é a primeira vez que um artista plástico é reconhecido pela sua contribuição artística à cidade, ''o que me motiva a continuar trabalhando em Londrina e desenvolvendo os meus projetos'', avalia.


