Será que o mercado nacional vai abraçar a Apple Store Brasil?
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domingo, 25 de dezembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Eram tempos de crise, e o futuro da indústria fonográfica era nebuloso em meados de 2003; nesta época, o mercado de discos se resumia a uma sangrenta guerra judicial, envolvendo as principais gravadoras e as dezenas de milhares de usuários - chamados de 'piratas' - que trocavam arquivos de aúdio através do compartilhamento global na internet.
Observando de longe o cenário, o CEO da Apple na época, Steve Jobs (1955-2011), começou a pensar em uma solução sustentável para o conflito. Depois de muito trabalho, Jobs, famoso por seu grande poder de persuasão, conseguiu convencer as cinco maiores gravadoras do mundo a tomarem uma decisão conjunta: liberarem a maioria de seu catálogo de músicas para os servidores da loja virtual iTunes.
Além disso, mais de dois mil selos independentes também entraram no acordo, disputando espaço na prateleira virtual da Apple em pé de igualdade com gigantes como EMI, Universal, Warner, Sony Music e BMG. As regras do jogo eram simples: cada música custaria 99 centavos da moeda local (no Brasil, a compra ainda é feita em dólar). Dessa maneira, cada gravadora lucraria menos com a venda de seu produtos, mas todas conseguiriam dinheiro suficiente para sobreviverem à crise. A ideia de Jobs, que torceu o nariz de muitos magnatas fonográficos, acabou por salvar uma indústria decadente.
Este ano, no dia 13 de dezembro, a Apple anunciou o aguardado lançamento oficial da Apple Store Brasil, repleta de canções exclusivas de consagrados artistas nacionais - por exemplo, já estão disponíveis as discografias completas de Roberto Carlos e de Marisa Monte. Agora, a pergunta é: o mercado brasileiro vai abraçar esta ideia?
Leia mais sobre o lançamento oficial da Apple Store Brasil na reportagem de Rafael Ceribelli


