'Sentença' revive rock'n'roll dos anos 80
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Eles fecharam o show da banda escocesa Nazareth no dia 30 de maio, em única apresentação na cidade de um dos mais tradicionais grupos de rock setentista. Tocando para um público de aproximadamente 1.800 pessoas, a banda londrinense Sentença fez os fãs relembrarem clássicos do rock nacional dos anos 80 e 90, além de tocar composições próprias, marcadas pela crítica social. ''O show foi ótimo. O público que o prestigiou era um pouco mais velho e cantou muito'', comenta o compositor, arranjador, vocalista e líder da banda, Cristian França. De acordo com França, a produção da turnê do Nazareth no Paraná ouviu o CD do Sentença e considerou o repertório ideal para abrir o show da banda de hard rock.
A banda Sentença surgiu em agosto de 2006 e atualmente está em sua segunda formação (Cristian França - compositor, arranjos e vocal), Daniel Scalone (bateria), Bruno Lujan (guitarra) e Lucas (guitarra e baixo). Segundo o líder do grupo, a banda foi formada por incentivo de amigos e familiares. No final do ano passado o Sentença lançou o primeiro CD, ''Ordem e Progresso'', com 10 composições próprias (França possui 80 músicas registradas).
Nos shows a banda mescla o trabalho autoral com o repertório do rock nacional dos anos 80 e 90 (Ultraje a Rigor, Ira, Titãs, Barão Vermelho, Legião Urbana, Capital Inicial). ''Fomos obrigados a tocar cover para conquistar mais público, já que em Londrina os jovens apreciam mais sertanejo e pagode. Porém, incluímos nossas músicas no repertório'', garante França. Mesmo com as dificuldades de realizar um trabalho autoral e independente, o músico afirma que a banda já conseguiu vender quase mil cópias do ''Ordem e Progresso'' somente em Londrina. ''A faixa etária dos 30, 40 anos está sem identidade musical e é importante resgatar o rock de atitude que marcou a década de 80'', justifica o músico.
Música vibrante, guitarras pesadas e distorções marcam o som da banda. Influenciado pelas críticas sociais bem-humoradas que marcaram as composições das bandas de rock dos anos 80, Cristian França fala de desigualdade, corrupção, crime e impunidade em suas músicas (''Não vendo mais porra nenhuma'', ''O presidente'' e ''Este é meu país''). As críticas ao ''sistema'' começaram na adolescência, quando o músico integrava grêmios estudantis e participava de passeatas.
Além de divulgar o CD ''Ordem e Progresso'', a banda pretende lançar as músicas no formato acústico. O objetivo, segundo França, é atrair um público menos roqueiro com a versão desplugada.


