Numa avaliação comum, o cinema brasileiro vive fase fértil, mas para o cineasta Júlio Bressane - recentemente homenageado no Festival do Porto com uma pequena retrospectiva de sua obra através dos filmes ‘‘Matou A Família e Foi ao Cinema’’, ‘‘Os Sertões’’ e ‘‘Miramar’’ - o momento não é assim tão propício para o que ele entende como sétima arte. Isto não é só um problema nacional: ‘‘A complexidade mental dos realizadores enfraqueceu-se no mundo inteiro’’ - ele avalia. Bressane ainda critica a excessiva valorização da técnica no cinema brasileiro a partir dos anos 80 e argumenta:‘‘É provinciano achar que os filmes serão bons apenas porque a tecnologia é boa’’.
Leia a seguir, entrevista com o cineasta. Ele fala sobre sua obra e discute os caminhos do cinema no Brasil.Agência EstadoJúlio Bressane:‘‘A compra de tecnologia é típica e cíclica no cinema brasileiro. É como as montadoras de carros’’Carlos Alberto de Mattos
Especial para Agência Estado

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