Sempre em defesa da cultura
O que você fez antes de se dedicar ao teatro universitário?
Montagnari - Comecei em teatro na minha cidade, Araraquara, interior de São Paulo onde também nasceu Zé Celso Martinez Correia. Depois fui para São Paulo, onde trabalhei resgatando a memória do Teatro Oficina nos anos 70. Como ator tive duas atuações fora do palco, um especial na Globo papel-título de Lampião, dirigido por Mauricio Capovila e no cinema, dirigido por Denois de Oliveira em Sete dias de Agonia que recebeu um prêmio no festival de Havana. Eu era muito ruim como ator, nunca me senti muito à vontade porque sou muito crítico. Morei na Argentina, gravei um disco integrando a banda Vapor Barato, de São Paulo, voltei para minha cidade onde fundei o Teatro Universitário de Araraquara. Terminei meu mestrado em Sociologia e mandei meu currículo para a Universidade Estadual de Maringá para onde vim em 83.Celina Alonso Az
Maringá
Marcos NegriniEduardo Montagnari:Teatro não se faz sozinho. Só tem sentido no coletivoEduardo Montagnari é um dos mais respeitados diretores teatrais paranaenses, principalmente por sua dedicação exaustiva ao grupo de teatro da Universidade Estadual de Maringá, onde leciona. Com o grupo de Teatro da UEM, ele acaba de receber o prêmio de melhor direção no Festival Nacional de Teatro de Blumenau com A Obra de Arte, de Tchekhov. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, Montagnari tem participado de comissões, júris e de discussões sobre Teatro Universitário em diversas cidades brasileiras.
Ele lamenta participar mais de eventos fora do que dentro de Maringá, onde vive há quase 15 anos. Apontado pela classe artística como um dos prováveis nomes que deveriam estar à frente da Fundação Cultural de Maringá, ainda sem um diretor responsável, Montagnari disse à Folha2 que sente falta de uma política cultural para Maringá, como a de Londrina por exemplo, e fez algumas sugestões de como o setor cultural da cidade pode ser reestruturado para dinamizar um setor que vive de mendicância. E lembrou: Teatro não se faz sozinho. Só tem sentido no coletivo





