Sempre Elis
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2002
Marianne Nishihata 
Nunca houve uma voz como a dela. A frase de Luiz Carlos Miéle, que dirigiu vários shows da cantora, define a importância de Elis Regina para a música brasileira. 20 anos após sua morte, completados amanhã, há ainda quem aposte que a Pimentinha, como era conhecida por causa de seu temperamento, é a maior cantora do país.
Miéle conta que mesmo dez anos após a trágica morte da cantora, recebia produtores tentando convencê-lo a lançar uma nova Elis Regina.
No dia 19 de janeiro de 1982, Elis foi encontrada morta em sua casa. Na época, sua morte foi atribuída a uma overdose de cocaína - versão contestada por sua família.
Para mim, ela será como Carmen Miranda, nunca surgiu outra de novo, diz Miéle, que foi parceiro de Ronaldo Bôscolli, um dos dois maridos da cantora. Quando o casal se separou, acabou se distanciando. No dia de sua morte, coloquei um cartão para ela no correio. Entrei no carro e ouvi a notícia no rádio.
Elis ainda ajudou a lançar nomes como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Chico Buarque. Aliás, Elis costumava dizer que, se Deus tivesse uma voz, esta seria a de Milton Nascimento.
Elis ficou conhecida nacionalmente em 1965, quando ganhou o Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, defendendo a música Arrastão, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. No mesmo ano, estreou O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues, na Record.
Na edição de amanhã, a Folha 2 publica matéria especial sobre Elis Regina.


