Seminário vai rever história da dramaturgia nacional
Seminário vai rever história da dramaturgia nacional15/Mar, 16:30 São Paulo, 15 (AE) - Previsto para ocorrer no segundo semestre, com algumas parcerias já firmadas, o seminário "Odisséia do Teatro Brasileiro" tem como principal ambição rever a história do teatro brasileiro, desde o nascimento até os dias atuais. Uma espécie de caminhada sobre os próprios passos em busca de autoconhecimento - processo cada vez mais comum de volta à tradição para reatar um elo de identidade que acaba propiciando uma renovação consistente. "O título do seminário é quase uma brincadeira, mas também uma provocação", ressalta Frateschi. Ao todo serão dez grandes encontros e a pesquisa será dividida em quatro grandes temas ou blocos. O primeiro bloco, "Gênese, os Mitos Geradores", vai abordar o nascimento do teatro brasileiro a partir de suas matrizes. "A idéia é estudar o teatro de Anchieta, Artur Azevedo, Martins Pena, João Caetano, Leopoldo Fróes", diz Frateschi. "Queremos investigar o surgimento dessas matrizes e a forma como ecoam ao longo da história - os reflexos da matriz ideológica de Anchieta no teatro militante do CPC ou de Martins Pena na linha do entretenimento", afirma Frateschi. Estudiosos do teatro brasileiro como Sábato Magaldi e Gerd Borheim estão entre os convidados dessa primeira etapa. "A Guerra de Tróia" é o título do segundo bloco, que vai abordar o surgimento do moderno teatro brasileiro a partir de autores como Nélson Rodrigues, Plínio Marcos e Gianfrancesco Guarnieri. "Os debates vão girar em torno do teatro surgido na década de 40: Os Comediantes, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), o Teatro de Arena e o Oficina. "Telêmacos ou os Pretendentes de Penélope", o terceiro bloco, aborda o teatro pós-abertura. "Vamos debater o teatro que se faz hoje no Brasil", informa Lage. "Diretores e companhias como o Grupo Tapa, o Teatro da Vertigem, a Cia. do Latão e a Cia. de àpera Seca de Gerald Thomas". "Os Ulisses Retornam a Ítaca" será inteiramente dedicado aos diretores José Celso Martinez Corrêa, Antunes Filho e Augusto Boal, cujos depoimentos encerram o quarto e último bloco do seminário, escolha acertada num encontro cuja proposta é a religação do pensamento teatral. Esses diretores são parte integrante e importante da história do teatro brasileiro e têm sua trajetória intrinsecamente ligada ao surgimento da modernidade nos palcos do Brasil. "Além de sua importância e influência na cena teatral, os três continuam criando e tomaram caminhos muito diferentes". Lage e Frateschi já têm garantido o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e do Fundo Nacional de Cultura. (B.N.)





