Estudantes, professores e profissionais da área de turismo lotaram o 3º Seminário Internacional na semana passada, em Curitiba. Cerca de 450 pessoas discutiram temas ligados à violência e insegurança no turismo, gestão de crise em empresas do setor, impacto ambiental do turismo e viagens para a Ilha da Páscoa e as Ilhas Galápagos. Apesar da diversidade de temas, as maiores discussões estiveram baseadas nos efeitos do ataque aos Estados Unidos no turismo brasileiro. ''Os efeitos foram sempre apontados como diminuição no setor turístico externo e incremento interno'', observa o professor Dario Luiz Dias Paixão, coordenador do curso de turismo do Unicemp.
Paixão diz que o turismo interno é benéfico porque não traz fuga de divisas. No entanto, ele teme que os pacotes turísticos vendidos sejam sempre os mesmos por falta de infra-estrutura em outras cidades. Os pacotes turísticos internos mais vendidos são as viagens para o Nordeste, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Pantanal e Serras Gaúchas. ''Não temos infra-estrutura e por uma mescla de problemas. A iniciativa privada não investe em hotéis, treinamento de pessoal e planejamento turístico. O Estado não melhora o transporte nas pequenas cidades'', explica.
Durante o seminário, foram vendidos todos os 13 estandes colocados à disposição. Eram estandes de cursos no exterior e de fotografia. Em paralelo, ocorreu uma Feira de Roteiros Turísticos Brasileiros. Os participantes ainda puderam assistir pequenos cursos com palestrantes internacionais. Entre eles: Fabíola Ruiz (Chile), David Parra (Equador), Yñaki Garmendia (Espanha) e Mariano Chirivella (Espanha). (L.P.)

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