Sem exageros, é benéfica à saúde
A nutricionista Tatiana Góis ressalta que as pimentas são ricas em vitamina A, C, E, ácido fólico, potássio, zinco, além de flavonoides e uma proteína chamada capsaicina. "Quanto mais picante a pimenta, maior é o teor de capsaicina, que possui atividade antimicrobiana, anti-inflamatória, anticancerígena, melhora a digestão e diminui o colesterol, além de ser afrodisíaca e ajudar no emagrecimento - por ser termogênica consegue aumentar o gasto calórico do organismo durante a digestão e o processo metabólico. A capsaicina aumenta a taxa metabólica em até 20%. Assim, o consumo de 6 gramas de pimenta queima cerca de 45 calorias", explica.
Ela enfatiza ainda que as pimentas têm propriedades antioxidantes, que protegem os órgãos do envelhecimento e ajudam a combater o câncer. "A capsaicina induz a apoptose, que é a morte das células cancerígenas. As pimentas também são boas para o coração porque reduzem os níveis de colesterol LDL, têm ação vasodilatadora, o que diminui o risco de problemas como hipertensão, infarto e outras doenças cardiovasculares. Além disso são "benéficas para o tratamento da enxaqueca e depressão, pois seu consumo leva a liberação de adrenalina e noradrenalina, hormônios associados ao estado de alerta e ânimo da pessoa e também ao controle da dor", conclui.
De acordo com a nutricionista, a melhor maneira de comer a pimenta é fresca. "Assim, todos os nutrientes do fruto são mantidos. As versões em forma de molho, conservas, geleias, desidratadas e dessecadas são opções que podem ter perdido parte dos nutrientes, especialmente as vitaminas", esclarece.
Apesar dos benefícios à saúde, ela orienta a não exagerar no consumo do condimento. "Pessoas que não têm problemas de saúde, devem ingerir a pimenta até duas vezes ao dia. Já quem sofre de úlcera, hemorroida, gastrite ou refluxo deve evitar o consumo", alerta Tatiana. (M.R.)





