Adolescentes, jovens e até pessoas da terceira idade têm várias opções para fazer cursos e estágios no exterior. A experiência de passar um tempo em outro país, no entanto, exige que o intercambista esteja atento para situações de risco e saiba a quem recorrer.
  A primeira regra para evitar problemas no exterior é escolher uma empresa qualificada para contratar o intercâmbio. O empresário Diego Soares, sócio-proprietário da Central de Intercâmbio em Londrina, explica que as empresas conceituadas do setor possuem representantes nos mais diferentes países para atender os intercambistas.
  ‘‘Há convênios e parcerias com escolas e empresas para atender as necessidades dos estudantes e a empresa aqui no Brasil está pronta para buscar soluções para possíveis problemas que os estudantes possam ter’’, detalha Diego. ‘‘É preciso tomar muito cuidado com anúncios, principalmente pela Internet’’, orienta o empresário. Ele reforça que a maioria das dificuldades são de adaptação ao trabalho ou à família, casos que podem ser revistos pelas empresas integrantes do programa.
  O conhecimento do idioma falado no país é imprescindível. A maioria dos programas exige prova de conhecimentos da língua. Antes de embarcar, o intercambista deve providenciar cópia do passaporte, cadeado para a mochila ou mala e obter o endereço e telefone das embaixadas brasileiras nos países a serem visitados assim como das empresas parceiras fora do Brasil. O cuidado com os relacionamentos também é fundamental. Diego alerta que é preciso estar atento até mesmo com brasileiros que moram fora do país e com os estrangeiros, não confiar em ninguém em um primeiro
contato.
  Outra segurança para o intercambista é que ele sai do Brasil sabendo quanto o curso ou estágio vai custar, onde vai morar e, se for trabalhar, quanto vai ganhar e que tarefa vai desempenhar. Quem vai para o exterior para trabalhar precisa estar atento às obrigações que terá de cumprir. Diego lembra que em alguns casos o trabalho é prioritariamente braçal e na ansiedade da viagem a pessoa nem se dá conta disso e acaba se decepcionando depois. Diego lembra que quando o estudante não se adapta ao trabalho, há a possibilidade de troca, desde que haja vaga disponível e justificativa relevante.
  O programa high school atrai centenas de adolescentes interessados em estudar seis meses ou um ano em outro país durante o ensino médio. A moradia é em casa de família e há sempre uma coordenadora do programa nos países que oferecem essa opção de intercâmbio. ‘‘A pessoa pode trocar de família se não se adaptar, mas também precisa mostrar uma razão convincente’’, frisa Diego. Ele diz que há uma preocupação em ajustar o perfil da família ao estudante antes da viagem procurando, por exemplo, uma casa que tenha um adolescente com idade próxima a ele.
  As embaixadas brasileiras só devem ser procuradas por intercambistas em casos extremos. ‘‘Ela costuma funcionar para casos de vida ou morte e também quando a pessoa teve o passaporte ou a carteira roubados. Para problemas ocasionais o contato é direto com a empresa que teve o serviço contratado’’, explica Diego.

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