Segurança merece atenção especial de intercambistas
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terça-feira, 25 de abril de 2006
Reportagem Local 
Adolescentes, jovens e até pessoas da terceira idade têm várias opções para fazer cursos e estágios no exterior. A experiência de passar um tempo em outro país, no entanto, exige que o intercambista esteja atento para situações de risco e saiba a quem recorrer.
A primeira regra para evitar problemas no exterior é escolher uma empresa qualificada para contratar o intercâmbio. O empresário Diego Soares, sócio-proprietário da Central de Intercâmbio em Londrina, explica que as empresas conceituadas do setor possuem representantes nos mais diferentes países para atender os intercambistas.
Há convênios e parcerias com escolas e empresas para atender as necessidades dos estudantes e a empresa aqui no Brasil está pronta para buscar soluções para possíveis problemas que os estudantes possam ter, detalha Diego. É preciso tomar muito cuidado com anúncios, principalmente pela Internet, orienta o empresário. Ele reforça que a maioria das dificuldades são de adaptação ao trabalho ou à família, casos que podem ser revistos pelas empresas integrantes do programa.
O conhecimento do idioma falado no país é imprescindível. A maioria dos programas exige prova de conhecimentos da língua. Antes de embarcar, o intercambista deve providenciar cópia do passaporte, cadeado para a mochila ou mala e obter o endereço e telefone das embaixadas brasileiras nos países a serem visitados assim como das empresas parceiras fora do Brasil. O cuidado com os relacionamentos também é fundamental. Diego alerta que é preciso estar atento até mesmo com brasileiros que moram fora do país e com os estrangeiros, não confiar em ninguém em um primeiro
contato.
Outra segurança para o intercambista é que ele sai do Brasil sabendo quanto o curso ou estágio vai custar, onde vai morar e, se for trabalhar, quanto vai ganhar e que tarefa vai desempenhar. Quem vai para o exterior para trabalhar precisa estar atento às obrigações que terá de cumprir. Diego lembra que em alguns casos o trabalho é prioritariamente braçal e na ansiedade da viagem a pessoa nem se dá conta disso e acaba se decepcionando depois. Diego lembra que quando o estudante não se adapta ao trabalho, há a possibilidade de troca, desde que haja vaga disponível e justificativa relevante.
O programa high school atrai centenas de adolescentes interessados em estudar seis meses ou um ano em outro país durante o ensino médio. A moradia é em casa de família e há sempre uma coordenadora do programa nos países que oferecem essa opção de intercâmbio. A pessoa pode trocar de família se não se adaptar, mas também precisa mostrar uma razão convincente, frisa Diego. Ele diz que há uma preocupação em ajustar o perfil da família ao estudante antes da viagem procurando, por exemplo, uma casa que tenha um adolescente com idade próxima a ele.
As embaixadas brasileiras só devem ser procuradas por intercambistas em casos extremos. Ela costuma funcionar para casos de vida ou morte e também quando a pessoa teve o passaporte ou a carteira roubados. Para problemas ocasionais o contato é direto com a empresa que teve o serviço contratado, explica Diego.


