O SWU terminou ontem (14), após três dias de espetáculos musicais e fóruns sobre sustentabilidade. Mais de 70 atrações depois, muita chuva, briga e rock 'n' roll. A reportagem fez um balanço do que deu certo ou não no último grande festival do ano no Brasil.

O que funcionou
Sem filas: Não houve filas para comer. A produção reforçou caixas, além de criar um sistema de vales comprados com cartões de débito. Quem tinha dinheiro não passou fome.

Sem vips: Uma tendência do bem é a de se acabar de vez com a praga da área vip na frente dos palcos.

Arquibancada: A visão não é uma maravilha, mas a arquibancada que fica na área lateral entre os palcos principais se tornou um belo refúgio.

Fóruns: Ninguém ali vai mudar o mundo, mas o festival caprichou na escalação de seus palestrantes.

Acesso:Por estar à beira da rodovia, o escoamento do tráfego no início e no final dos dias melhorou muito com relação ao ano passado.

O que não funcionou:
Som: É a velha história, vai bem para uns e mal para outros. Quem sofreu foram as bandas do New Stage, muitas vezes engolidas pelos decibéis eletrônicos que saíam da vizinha Heinecken, a pista dos eletros. E alguns shows dos palcos principais que tiveram volumes abaixo do necessário, como Tedeschi Trucks Band, Snoop Dogg e o Down.

Programação: Há pontos realmente altos na escalação dos artistas, mas ainda não se achou um foco que parecia mais bem definido na primeira edição. Aqui, o SWU deu tiro pra tudo que é lado e fez um festival Frankenstein. Ou será que pode mesmo gostar de Duran Duran e Lynyrd Skynyrd?

Comunicação: A intenção é nobre, mas o fato é que pouca gente sabe o que foi discutido nos fóruns de sustentabilidade. O assunto, mesmo no próprio SWU, não sai do gueto verde.

Estacionamento: Sofreu o motorista, que pagou R$ 100 para parar longe do local dos shows, ou se virar nas mãos dos estacionamentos piratas da região.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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