Seguindo os passos de Jesus
Qual o cristão praticante que nunca pensou em visitar a Terra Santa, refazer os caminhos percorridos por Jesus? Ver de perto o Santo Sepulcro? É uma proposta tentadora, principalmente com a proximidade da Semana Santa e da Páscoa. A idéia seduz milhares de pessoas em todo o mundo, porque Jerusalém também é cidade sagrada para outras duas religiões monoteístas, o Judaísmo e o Islamismo.
Cada religião tem seus lugares sagrados na cidade. As mesquitas de Al-Aqsa e o Domo da Roca abrigam a tradição muçulmana. Os judeus se reúnem diante do Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do judaísmo no mundo. Os cristãos percorrem o país seguindo os passos de Jesus por cenários como o Santo Sepulcro eo Monte das Oliveiras em Jerusalém; o Monte das Bem-Aventuranças, na Galiléia; a Basílica da Anunciação em Nazaré ou a Basílica da Natividade, na vizinha Belém, já em território da Autoridade Palestina.
Para os cristãos, o ponto de partida de um roteiro em Jerusalém pode ser Betefagé, relembrando a entrada de Jesus na cidade, montado em um burrico. A caminhada prossegue pelo Monte das Oliveiras, entrando na Cidade Velha através da Porta dos Leões. A porta é também conhecida como a Porta de São Estevão, porque o santo foi martirizado nos arredores. Atualmente, a Porta da Misericórdia ou Porta Dourada, por onde Jesus fez sua entrada triunfal na cidade, está fechada. Como a Porta dos Dois Leões é a mais próxima da Porta da Misericórdia, ela acabou sendo escolhida pelos peregrinos que fazem o roteiro.
O caminho que Jesus fez com a cruz é um percurso que não pode deixar de ser feito. Conhecido como Via Dolorosa, nome surgido no século 16, sai da Fortaleza Antônia, onde Jesus foi julgado e condenado a morte pelo procurador romano Poncio Pilatos. Segue depois pelas estreitas ruelas de Jerusalém até a Basílica do Santo Sepulcro.
Uma atmosfera leve e um jardim de pedras espera pelos peregrinos e turistas no Jardim da Sepultura. O local é muito procurado na Semana Santa, não só pelos cristãos - católicos e protestantes - que acreditam ser este o verdadeiro lugar da crucificação, enterro e ressurreição de Cristo. A beleza do lugar é apreciada por todo tipo de crença. Do ponto de vista ecumênico, o fato relevante é que Jesus permanece. E este fato é mais importante do que o lugar exato onde tudo se passou, dizia Bill Cottrel, antigo capelão.
A noite de Páscoa é especial para o mundo judaico. Em Israel, a Ceia de Páscoa é celebrada tradicionalmente relembrando a saída precipitada dos escravos judeus do Egito. Em cada lar a ceia varia, mas sempre tem o prato pascal como centro: um osso queimado, símbolo do cordeiro pascal; um ovo, símbolo da eternidade e o Jaroset, uma mistura doce que recorda a massa usada pelos escravos judeus no Egito.
ReproduçãoPeregrinos refazem a Via DolorosaTOME NOTA
- Documentação: passaporte com validade mínima de quatro meses
- Temperaturas: verões longos, secos e quentes, de abril a outubro. Os invernos são geralmente amenos, com exceção das regiões montanhosas: Jerusalém e parte da Galiléia
- Idioma: os idiomas oficiais de Israel são o hebreu e o árabe. O inglês é a segunda língua mais falada. É comum encontrar pessoas falando espanhol.
- Moeda: é o shekel, mas recomenda-se que o turista leve dólares americanos para facilitar o câmbioArquivo FolhaEcumênicaVista de Jerusalém: cada segmento religioso tem seus lugares sagrados na cidadeDa Redação





