Não é à toa que o nome da série é ''9 MM: São Paulo''. 9 MM é o calibre de uma arma, e Roberto D'Avila, criador, diretor e produtor, admite o plano de seguir a escola ''CSI''.
O seriado norte-americano, após retratar o cotidiano da polícia científica de Las Vegas, produziu as versões ''CSI: Miami'' e ''CSI: Nova York'', sobre os departamentos policiais dessas outras duas cidades.
D'Avila conta estar em contato com um produtor de Angola, interessado em produzir ''9 MM'' no país africano.
''CSI'' e outras séries policiais norte-americanas, aliás, foram minuciosamente estudadas pelos roteiristas de ''9 MM'', de acordo com D'Avila.
''Nós somos muito fãs de séries'', conta. ''Estudamos a estrutura dramática, o roteiro, como a história central é contada e como cada uma das paralelas vão se sobrepondo umas às outras'', afirma.
Seguindo a ''cartilha'' das séries dos Estados Unidos, cada um dos episódios de ''9 MM'' tem entre 17 e 18 histórias.
Entre elas, está o crime principal. Normalmente, esse assassinato é solucionado no mesmo capítulo, fazendo com que o público possa assistir a um episódio sem ter visto os outros.
O que acompanha todos os capítulos é a história pessoal de cada um dos policiais principais. ''Esse é o nosso foco principal, mostrar esse funcionário público não através de um escaninho ou de um balcão, buscar uma visão humanizada e sem estereótipo dos policiais. O crime e a ação também são importantes, mas o personagem é mais'', afirma D'Avila.
O elenco, formado por atores garimpados no teatro e pouco conhecidos na televisão, é um dos pontos fortes da série.
A segunda temporada será focada principalmente na trajetória do mais interessante personagem, o investigador Horácio. A elogiada interpretação é do ator Norival Rizzo, que na televisão atuou em infantis da Cultura e na novelinha da Band ''Dance, Dance, Dance''.
Os outros protagonistas de ''9 MM'' são os investigadores Tavares (Marcos Cesana), Luisa (Clarissa Kiste), 3P (Nicolas Trevijano) e o delegado Eduardo (Luciano Quirino).

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