Segredos da anatomia
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de junho de 2016
Folhapresse 
Num livro recém-lançado, Anatomias - Uma História Cultural do Corpo Humano (Editora Record), o escritor e curador de arte inglês Hugh Aldersey Williams chama a atenção para o fato de que o homem contemporâneo não dá a devida importância ao corpo, a despeito do avanço da ciência e da nanotecnologia, que hoje permite explorá-lo sob todos os ângulos.
As artes, defende o autor, "podem nos fazer revelações sobre nosso corpo que a medicina e a biologia não fazem". Para isso, ele se dispôs a frequentar um curso de desenho anatômico, mas não demonstrou grande talento para a tarefa. Não é o único. Até mesmo um gênio como Rembrandt, na tela A Lição de Anatomia do doutor Tulp, teve dificuldades para pintar o braço do morto que está sendo dissecado. Em contrapartida, a desenhista alemã Lilly Ebstein Lowenstein (1897-1966) teria feito o braço com a maior facilidade. Prova disso é a exposição Ciência e Arte - A Trajetória de Lilly Ebstein entre Berlim e São Paulo (1910-1960), que está no Museu da Santa Casa de São Paulo.


