Segredo do sucesso
Marco Nanini não é o tipo de ator que precisa usar a televisão como vitrine para encher teatro. Mesmo sem fazer novela desde 92, quando atuou em Pedra sobre Pedra, consegue atrair um bom público a cada novo espetáculo teatral que estréia.
No momento Nanini está em cartaz no Rio com a peça O Burguês Ridículo, uma adaptação de O Burguês Fidalgo, do francês Moliere. No palco, Nanini estende a dupla de sucesso com Guel Arraes, que estréia como diretor de teatro ao lado de seu ator preferido. Guel, que adaptou e dirigiu a peça junto com João Falcão, também autor e diretor de episódios de A Comédia da Vida Privada, com certeza tem muito a ver com a boa aceitação do espetáculo.
Não são raras às vezes que os diretores acompanham atentamente o espetáculo para aprimorar algum detalhe. Mas Nanini faz questão de ressaltar as qualidades de todos os integrantes de sua equipe. Emília Duncan, a mesma do filme Carlota Joaquina, assina a direção de arte e os cenários. Maneco Quinderé cuidou da iluminação, Marcus Vinícius e Dyonísio Moreno da música e Gringo Cardia da programação visual.
Antes da equipe, no entanto, a escolha de Moliere, segundo Nanini, foi imprescindível para a empatia do espetáculo junto ao público. Ele é um gênio dos diálogos, das cenas, dos caracteres. Não é à toa que é o pai da comédia moderna, exalta. A peça mostra um burguês, Sr. Jourdan, intepretado por Nanini, que faz de tudo para ser aceito pela nobreza. Isso acaba levando-o a impedir que a filha se case com um plebeu. A peça foi feita há 300 anos mas parece que foi escrita ontem, compara Nanini. O espetáculo ficou em cartaz até dia 8 e só retorna dia 9 de janeiro, no mesmo Teatro Casa Grande, no Rio. Depois, viaja para São Paulo.





