Sede de conhecimento
Uma das principais características de Vera Holtz, segundo a própria atriz, é sua curiosidade aguçada. E foi justamente isso que a levou para os palcos. Em sua busca por suportes para a criação, primeiro descobriu a música, dando até aulas.
Chegou a se formar em Artes Plásticas, mas foi o teatro que conseguiu prender a atenção da tatuiense, que completa 60 anos no próximo mês. "Sempre quis me abastecer e comecei a atuar em 1979. Passei muito tempo entre peças, até que ingressei na tevê. Até A Muralha, em 2000, me dividi bem. Depois, mergulhei mais fundo na teledramaturgia", lembra.
Mesmo com uma carreira pontuada por personagens emblemáticos nas novelas, como a traída Sirléia de "Por Amor", em 1998, e a alcoólatra Santana, de "Mulheres Apaixonadas", em 2003, Vera assume que seus últimos papéis tiveram um significado especial em seu currículo. Primeiro, porque tanto a Dona Candê, de "Passione", quanto a mãe Lucinda, de "Avenida Brasil", mostraram-na de cara limpa, sem qualquer glamour em cena. E, no caso da última, que vivia em um lixão, pela abertura que conquistou com o público infantil. "Mãe Lucinda virou uma entidade em minha vida. As pessoas pedem bênção, deitam no meu colo, enfim, desenvolveram um afeto incrível por mim", explica. (M.M.)





