Secretaria justifica a recusa de projetos para a Lei de Incentivo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Francelino França Reportagem Local 
Uma pequena parcela dos empreendedores culturais de Londrina, cujos projetos não foram contemplados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, procurou ontem a Secretaria de Cultura de Londrina para tomar conhecimento do parecer da Comissão que analisou os projetos.
Estavam à disposição 264 projetos e seus respectivos pareceres. O responsável pela Incubadora da Secretaria de Cultura, Valdir Grandini, ressaltou que muitos empreendedores com projetos não aprovados na Lei começaram a buscar alternativas desde que saiu o resultado no dia 7 de janeiro. São produtores que possuem uma ligação maior com atividades culturais na cidade e sabem que os projetos têm potencial, explica Grandini. Dos 142 projetos aprovados, 105 foram assinados por novos empreendedores que apresentaram propostas, muitas vezes, mais embasadas do que produtores culturais tradicionais em Londrina.
A comissão que avaliou os 406 projetos inscritos na Lei de Incentivo para esse ano e aos não aprovados deu seu parecer final de forma sucinta. Os casos mais típicos receberam as seguintes justificativas: indisponibilidade financeira, objetivos do projeto não claros, problemas na elaboração, ausência de documentação e projetos inconsistentes no que se refere ao desenvolvimento. Grandini solicita aos empreendedores não contemplados na Lei que procurem a Secretaria de Cultura para uma conversa e façam uma análise autocrítica e crítica sobre a justificativa.
Valdir avalia que alguns projetos podem vir a ser aproveitados na Rede da Cidadania. Para isso, está sendo analisada a viabilidade de a pasta abrir um novo edital com formulário específico para projetos na Rede da Cidadania. Esse formulário contemplaria outro tipo de orientação aos empreendedores culturais, com especificação do desenvolvimento de oficinas e a afinidade com propostas de arte-educação. Mas não há data definida para a abertura desse novo edital, em função de os estudos não estarem finalizados e não se saber quais seriam as fontes financeiras para essa nova possibilidade de apoio cultural.
A incubadora oferece ainda como serviço informações aos empreendedores de como funciona e de que forma podem ser encaminhados projetos culturais à Lei Rouanet. Mas a captação do recurso fica sob responsabilidade do empreendedor.


