Secretaria atrasou pagamento de salários; situação já foi normalizada
São Paulo, 26 (AE) - Funcionários de diversos departamentos da Secretaria de Estado da Cultura, como o Museu da Imagem e do Som (MIS), a Pinacoteca do Estado, o Arquivo do Estado e outros, acusaram atrasos nos salários nos primeiros meses do ano. O chefe de Gabinete da secretaria, Antônio de Nardi, informou hoje que o pagamento dos salários já estão normalizados. Ele disse que, em alguns locais, como o Museu da Imagem e do Som, o atraso foi causado pela demora na prestação de contas do museu. Na instituição, os funcionários trabalham como prestadores de serviço para o governo.
A Secretaria de Estado da Cultura tem um orçamento exíguo para este ano, de R$ 60 milhões - inferior ao da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), que também tem como mantenedor o governo do Estado. No início do ano, o governo fez dois cortes gradativos de 10% no orçamento de todas as secretarias de Estado.
Além do MIS, da Pinacoteca do Estado e do Arquivo do Estado, a secretaria ainda tem como equipamentos culturais o Memorial do Imigrante, a Casa das Rosas, o Museu da Casa Brasileira, a Universidade Livre de Música, o Conservatório de Tatuí, as oficinas culturais e seis orquestras. Também organiza o Festival de Inverno de Campos do Jordão, em julho.
"Quando se fala em funcionário, o que vem à mente é algo burocrático, funcionário público, mas isso engloba corpos estáveis, museólogos e professores de música", diz Nardi. Ao todo, a secretaria da Cultura tem 1,1 mil funcionários - já chegou a ter 3 mil, nos tempos de Luiz Antonio Fleury Filho. Na época, toda a folha de pagamento era de responsabilidade do Baneser, órgão do Banespa. Júlio Prestes - No dia 9 de julho, a secretaria pretende inaugurar o projeto que é a menina dos olhos da nova gestão de Mário Covas: a sala de concertos da Estação Júlio Prestes. O governo investiu R$ 44 milhões na reforma da sala. O concerto de inauguração será com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência do seu diretor artístico, o maestro John Neschling. No programa, Gustav Mahler.
A política de reforma e readequação de edifícios do centro velho tem sido uma das prioridades da gestão cultural de Marcos Mendonça, secretário da Cultura. No ano passado, ele entregou o Theatro São Pedro reformado. Decadente, o casarão na esquina das Ruas Albuquerque Lins e Barra voltou a ser um espaço de concertos na cidade, especialmente talhado para as apresentações de orquestras de câmara, segundo o maestro John Neschling. A reforma consumiu R$ 12 milhões.
A idéia é que a recuperação dos prédios, além de seu intrínseco valor cultural, possa valorizar a área e a região. É o que o secretário Mendonça chama de "âncora cultural".





