DivulgaçãoA secretária da Cultura, Lúcia Camargo, apresentou ontem, oficialmente, os novos nomes que se encarregarão da prática da política cultural do Estado até o final do ano. São ao todo 20 nomes (veja quadro nesta página), demonstrando que as mulheres tomaram o poder na secretaria. Além da própria secretária, outras 13 mulheres foram indicadas para cumprir o novo projeto da secretaria que pode ser resumido em um forte apoio à produção.
‘‘A Secretaria estava fazendo muita entrega de prêmios e troféus, mas nós vamos optar pela produção e viabilização dos projetos culturais’’, afirmou Lúcia Camargo em um café da manhã para apresentação dos novos personagens da cultura paranense.
Para a nova secretária, a ação cultural deve abranger o Estado como um todo e não privilegiar a capital e região metropolitana. Uma prova de que ela deve seguir este caminho será um seminário de três dias que terá com os secretários municipais da cultura de todo o Estado. ‘‘Vamos discutir qual é a melhor forma de utilizarmos as várias leis municipais de incentivo à cultura e de fazer um trabalho integrado. Se eu tenho apenas dez meses de trabalho, os secretários ainda têm dois anos pela frente’’, explica.
Também anuncia que coisas mais simples, que estavam um pouco ‘‘travadas’’, devem ganhar solução rápida, como o pagamento de cachês atrasados e outras pequenas dívidas. ‘‘Já fiz uma reunião com o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e ele me prometeu acertar estas dívidas o mais rápido possível’’, avisa Lúcia.
A nova secretária também diz que as verbas deverão ser liberadas para regularizar e conservar acervos técnicos, citando nominalmente os casos dos museus Padre Carlos Weiss e do Museu de Arte ambos de Londrina. As verbas são pequenas - cerca de R$ 35 mil para cada um -, mas mesmo assim não estavam tendo liberação.

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