São Paulo - Aos 46 anos, a jornalista Fátima Gigliotti aceitou a missão de escrever sobre o Restart. O livro, ''Restart - Coração na Mão'', sai com uma tiragem de 50 mil exemplares, número alto para os padrões brasileiros.
Como surgiu o convite para escrever a biografia?
Trabalhei por muitos anos em publicações voltadas para o mercado teen. Mas só conhecia o Restart de ouvir as músicas na rádio. O convite partiu dos empresários e da editora Saraiva, dona do selo Benvirá.
A vida deles está na internet. Por que uma biografia?
Se tem biografia do Justin Bieber e da Lady Gaga, por que não do Restart? A ideia do livro é explicar a origem da banda, que tem um relacionamento próximo dos fãs. Mesmo ainda jovens, eles têm uma história de sucesso que não aconteceu por acaso. Não basta um bom empresário. A banda tem uma estratégia eficiente em se promover. Eles tocam juntos desde que têm 11 anos. No livro, conto o que a internet não conta. Eles têm uma importância dentro do cenário musical brasileiro que valia uma biografia.
Você foi contratada pela banda para escrever o livro. Como não ser chapa branca?
Tive total liberdade. Quando eu fiz a primeira reunião, eles foram claros: não queriam nada chapa branca. Uma biografia tem de vasculhar tudo.
Mas não há nenhuma passagem polêmica no livro.
Há fatos inéditos, como por exemplo a ligação do Pe Lu com o grupo religioso Ordem, Princípio e Luz, que utiliza ensinamentos do kardecismo e da umbanda. Esse fato, aliás, era um tema que Pe Lu não queria que fosse publicado. Mas foi. Outro exemplo foi a meningite que quase matou o Thomas. Ele não gosta de falar sobre isso. Não entro em polêmicas, até porque você colocar algo bombástico num livro também pode ser considerado como algo mercadológico só para vender livro e não era essa a nossa intenção.
SERVIÇO
''Restart - Coração na Mão''
Editora - Benvirá
Preço - R$34,90

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