Se Puder... Dirija é primeiro longa nacional em 3D
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Camila Gomes<br>Folhapress 
São Paulo - "Se Puder... Dirija", filme dirigido por Paulo Fontenelle, estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil como o primeiro filme nacional, sem ser animação, feito em 3D. Segundo o cineasta, isso tornou a realização do longa uma grande responsabilidade - também em termos técnicos. "A gente botou na cabeça que tinha de ser bem-feito para abrir caminho a outros filmes brasileiros."
A história, de um pai ausente que decide ser mais participativo para reconquistar o filho - e se atrapalha todo para cumprir suas promessas - é que não é grande novidade. João (Luiz Fernando Guimarães) percebe que já não faz mais parte da vida do jovem Quinho (Gabriel Palhares) quando chega atrasado à festa de aniversário do menino, e ele não se importa com sua presença.
Para se redimir, ele promete à ex-mulher, Ana (Lavínia Vlasak), passar o dia seguinte inteiro com o filho, mas dá tudo errado.
Ao descobrir que não estaria de folga no dia, ele decide buscar Quinho com o carro da dra. Márcia (Bárbara Paz), cliente do estacionamento onde trabalha. Tudo acobertado pelo colega Ednelson (Leandro Hassum). Acontecem vários empecilhos que o impedem de retornar ao estacionamento e, durante essa saga, a relação entre pai e filho começa a se estreitar.
"O que me atraiu no filme foi o fato de a relação entre eles ser verdadeira. O João é um cara bom, diferente de todos os personagens que já fiz", afirma Guimarães.
Reynaldo Gianecchini, que vive um ciclista que é atropelado por João, também aposta na moral da história como trunfo do filme. "Ele fala de coisas sérias com riso."
Tecnologia
A grande atração de "Se Puder... Dirija" é ser o primeiro longa nacional em 3D - além do desenho "Brasil Animado" (2011).
A produtora-executiva Walkiria Barbosa conta que teve de sair em busca de profissionais qualificados para o filme, já que a tecnologia não é difundida no Brasil. "Nós sabíamos que aqui não teríamos uma equipe já preparada. Então, trouxemos nomes dos EUA para a filmagem. E a produção foi finalizada em Los Angeles."
Para Fontenelle, os elementos do 3D se encaixam no longa por ele ter sido rodado, em sua maioria, dentro de um carro. "Conseguimos fazer com que o espectador se sinta no veículo com os personagens. Não usamos a tecnologia de forma gratuita."
O orçamento do filme é de R$ 8 milhões, bem abaixo das produções hollywoodianas feitas em 3D. "Não dá para sair do orçamento do Brasil", conclui Walkiria.


