'Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão' é o refrão de hoje
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
É difícil encontrar alguém que não conheça pelo menos um sucesso dos Originais do Samba. E não adianta mentir que nunca cantou ou ouviu o refrão ''Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão'', porque ninguém vai acreditar. O grupo carioca chega hoje a Londrina para animar um baile-show no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
Será o convidado de honra do Carnaval. A apresentação começa logo após o desfile das escolas de samba do Grupo B. Fundado na década de 60, o Originais é considerado o primeiro grupo de pagode do País. Inicialmente, apresentava-se com o nome Os Sete Modernos do Samba. Rebatizado em 1967, conquistou o sucesso combinando canto uníssono, roupa padronizada e boa dose de humor.
O auge foi durante a década de 70. Um dos integrantes, Mussum (morto em 1993), sairia para formar ''Os Trapalhões'' ao lado de Renato Aragão, Zacarias e Dedé Santana. O grupo marcou a história do gênero gravando sambas como ''Tragédia no Fundo do Mar (Assassinaram o Camarão)'', ''Do Lado Direito da Rua Direita'', ''A Dona do Primeiro Andar'', ''Tá Chegando Fevereiro'', ''Esperança Perdida'' e ''Reunião de Bacana''.
A formação que desembarca em Londrina traz Bigode (único remanescente do núcleo original) no pandeiro, Júnior no tan-tan de corte, Scooby no cavaco, Kiko no repique de mão e Rogerinho no violão. Eles tocam outros instrumentos, como agogô e banjo, além de subirem ao palco acompanhados pela banda de apoio Ori Samba, formada por oito músicos.
O último disco lançado pelo grupo é de 2003. Mas depois do Carnaval, Os Originais voltam às prateleiras com o CD ''A Corda Arrebenta e o Samba Não Cai'', gravado em novembro. E anunciam a gravação de um DVD ao vivo pelo selo Works Music.


