Divulgação‘‘Se queres ser universal, fala de tua aldeia’’. A frase de Tolstoi foi usada pelo artista plástico gaúcho Flávio Scholles no convite para a exposição de suas obras, na Sala do Artista, no Solar do Rosário.
Descendente de alemães, Flávio se apóia, quanto ao estilo, nos modelos dos grandes do modernismo europeu: acima de todos, Picasso, mas igualmente Braque, tanto quanto Van Gogh, e às vezes, de Matisse.
DivulgaçãoFlávio Scholles faz uma fusão de vários estilos, mas procurando sempre seguir o conselho de Tolstói de retratar a própria aldeia para ser universalDeste modo ele se classifica como expressionista, cubista e fauvista, sem por isso tornar-se imitador ou sem originalidade. Sua obra tem vida própria com a união da carpintaria cubista, o colorido expressionista-fauvista, com uma temática individual.
Seus motivos são parcialmente voltados para o lar, porém referem-se em seu simbolismo, a problemas culturais gerais, com referencial doméstico. Tal como um caleidoscópio, os quadros espelham os problemas sociais dos conterrâneos do Vale do Rio dos Sinos.
A vida e o trabalho na colônia natal, marcada pela lavoura e trabalho manual, o êxodo rural, forçado ou voluntário, o novo rumo para a cidade e a procura das raízes culturais e tradição étnica. Com isso Flávio Scholles desenvolveu uma imagem simbólica dinâmica premeditada e consumada.

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