Marcos NegriniZé Luís: ‘‘Corro de um lado para outro para ter um salário digno’’‘‘Toca Aquela, Z钒. Ou ‘‘Play it Again, Sam’’, em qualquer lugar no mundo tem um significado especial para os músicos. Principalmente para aqueles que tocam em bares, até o último freguês, servindo apenas de som ambiente para conversas animadas ou como pano de fundo para porres homéricos.
Tocar para pessoas almoçarem, animar casamentos, fazer som ambiente de hotel, navios, em movimentadas esquinas e até no metrô, é prato diário na vida dos músicos em todo o mundo, pelo menos até que sejam reconhecidos pela mídia.
Em Maringá, um desses músicos tem se destacado não só pelo talento e pelo repertório eclético, mas pela agilidade. José Luís Nogueira Junior, 32 anos, toca sax tenor, nos mais variados pontos da cidade. Leciona guitarra para crianças, toca nos ‘‘bailes da vida’’ pelo Paraná, integrando a Banda Capital, e aos domingos, se apresenta durante o almoço do Maringá Clube. Semana passada tocou numa festa árabe, depois num casamento católico e assim vai.
Zé Luis começou profissionalmente na banda do CEFET, em Curitiba, aos 16 anos. Aos 18 já era maestro da fanfarra de Araucária, onde trabalhou por dez anos no departamento cultural do município organizando festivais, shows e escrevendo trilhas para peças de teatro.
‘‘Lecionar para crianças é o que acho mais gratificante. É lindo ver as crianças gostando de tocar sax’’, conta o músico, que se pudesse teria um único emprego. ‘‘Corro de um lado para outro para ter um salário digno’’.
Sozinho Um dos momentos mais interessantes da carreira de Zé Luís é quando ele liga suas traquitanas no palco e faz um supershow, sozinho. A banda de um homem só é composta de Zé Luis nos teclados, Zé Luis no piano, guitarra, baixo, bateria e cordas. Tudo com arranjos de Zé Luis, gravados num teclado sequencial. Solos de Zé Luis no sax tenor e sax midi. O repertório vai de MPB, Bossa Nova e Jazz a bolerões e sertanejos (os mais pedidos) e músicas standards como trilhas de filmes. Mas o que ele mais curte e que é sua marca registrada é quando toca Bossa Nova com uma levada de jazz. ‘‘Fico brincando o tempo todo entre os dois gêneros enquanto solo. Ajuda a quebrar o tédio’’, conta o músico. ‘‘Tocar para pessoas que não dançam, não aplaudem é muito solitário. É como se a gente fosse um CD tocando ali em p钒, diz Zé Luis, que prefere tocar nos almoços do Clube porque sempre um ou outro sobe no palco para conversar com ele. A agenda do músico:
Dia 17 - Jantar da Associação dos Amigos dos Autistas no Maringá Clube; dia 18 - Cascavel Country Clube; dia 19 - Casamento na Igreja Adventista de Maringá; dia 20 - Baile na Associação da Caixa Econômica de Maringá; dias 25/4, 2 e 4/5 - no Aspen Park Shopping Center (abertura do show da Família Lima); dia 30 - AABB de Maringá.

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