LONDRES - Mais de 700.000 britânicos são verdadeiros maníacos por shopping, uma obsessão através da qual muitos compensam uma insatisfação em sua vida afetiva ou sexual, segundo um estudo da Universidade de Oxford.
O estudo de uma dimensão sem precedente, realizado ao longo de quatro anos, pela School of Management Studies d’Oxford, estima que o número de compradores compulsivos está aumentando na Grã-Bretanha, e atualmente abrange dois por cento da população.
Baseando-se em entrevistas e questionários, os pesquisadores descobriram que é o mal-estar, mais do que o prazer, o motivador do consumo compulsivo nessa faixa da população, feminina em mais de 90 por cento.
Dessa forma, 40 por cento dos compradores obsessivos afirmam ter ‘‘pouco ou nenhum interesse’’ por sexo. Entre as pessoas que mantêm uma relação sentimental, 45 por cento dos compradores obssessivos se dizem insatisfeitos com esta relação, contra 20 por cento dos consumidores ‘‘normais’’. Do total, 82 por cento dizem que sentem muito prazer quando fazem compras, contra 40 por cento para o resto dos compradores.
Para o professor Richard Elliott, co-autor do estudo, esse fenômeno completamente inesperado é um ‘‘paradoxo de revanche e do controle’’. Os viciados em compras se sentem no controle no momento em que compram, quando justamente estão fora de controle. ‘‘É uma parte de sua vida no qual sentem que podem decidir’’, explica ao Times o professor Elliott, precisando que este fenômeno está muito presente nos casais de classe média ou alta, onde um dos cônjuges está obcecado por seu trabalho e sua carreira.

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