''A filosofia voltou às ruas''. Foi o que os jornais franceses anunciaram, em 1992, quando os cafés parisienses tornaram-se pontos de encontro para animados bate-papos entremeados de citações de pensadores como Platão, Heidegger, Nietzsche, Sartre e Foucault.
Tudo começou nas mesas do Café des Phares, cujos frequentadores costumavam discutiar temas profundos entre uma xícara e outra. Foi daí que o filósofo Marc Sautet percebeu o potencial das conversas e começou a organizar palestras informais. Pouco tempo depois, a cidade já experimentava a mais nova e excitante moda intelectual: o Café Filosófico ou apenas Café Filô.
Na mesma temporada, outras capitais européias adotaram a idéia. Em 1997, a iniciativa chegou ao Brasil pelas mãos da jornalista e historiadora Sônia Goldfeder, que criou o primeiro café filosófico local no mezanino da Livraria Cultura, em São Paulo. A filósofa Olgário Matos, da USP, foi convidada para comandar os encontros.
Não demorou muito para outras cidades do país embarcarem na onda, que chegou a Londrina no ano passado através de eventos esporádicos organizados pela Books Livraria e Locadora de Livros. O café filosófico, a ser inaugurado amanhã no Com-Tour Shopping Center, leva a idéia para frente criando um local permanente para encontros, palestras e cursos.

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