''Songs for the Deaf'' (Universal), o novo álbum da banda norte-americana Queens of Stone Age, tem peso e torrões de zumbidos. Contém artilharia suficiente para devolver The Vines, The Hives e outros grupelhos recém-saídos das fraldas a seus respectivos berçários.
O disco abre com estática de rádio uma obsessão presente em outras faixas do repertório , a qual se segue uma irrupção de riffs repetitivos e alguma melodia. Não há pausas para respirar. Queens parece um mix bastardo de Helmet e Mudhoney. Josh Home (guitarra e vocal) e Nick Olivieri (baixo e vocal) formam o núcleo da banda.
O primeiro já passou pelo Kyusss e Gamma Ray. O segundo tocou no Dwarves e leva o projeto paralelo Mondo Generator. Em janeiro de 2001, Oliveri ganhou seus 15 minutinhos de fama no Brasil, ao se apresentar pelado no show de sua banda no Rock in Rio 3.
Os dois comandam o Queens. Os demais músicos são flutuantes. Para gravar o novo disco, eles arregimentaram Mark Lanegan (do Screaming Trees) e Dave Grohl (Foo Fighters), que não só tocaram no estúdio como colaboraram nos shows de divulgação.
Em ''A Song for the Dead'', povoada de backings sombrios, remetem a Black Sabbath. É um dos pontos altos de um repertório lotado de faixas empolgantes, com destaques para ''You think I Aint't Worth a Dollar, But I Feel Like a Millionaire'', ''No One Knows'' e ''Sky Is Fallin''.
O grupo é um dos expoentes do stoner rock, rótulo cunhado pela imprensa gringa para catalogar bandas pós-grunge que mesclam peso, sujeira e ciscos de psicodelia. Uma edição limitada do álbum saiu lá fora trazendo um DVD bônus com imagens das gravação no estúdio, e cinco músicas de duas performances ao vivo: três em show de março, em Los Angeles, com a banda como um trio (Nick Oliveri, Josh Homme e Grohl), e duas em show em uma loja de discos em 2000.
A edição brasileira do CD traz duas faixas bônus: ''Mosquito Song'' e a cover dos Kinks ''Everybody's Gonna Be Happy''.

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