São Paulo não explora potencial turístico
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de novembro de 1998
Da Redação 
Uma pesquisa realizada em Ribeirão Preto e Curitiba pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau-SPCVB para conhecer a receptividade e apelos turísticos da capital paulista constatou que a maioria desses brasileiros já esteve a trabalho ou de passagem pela maior metrópole do País, mas deixa de visitá-la a lazer por absoluta falta de hábito. A pesquisa levantou hábitos de lazer e viagens, ouvindo homens e mulheres de classes sociais A e B, entre 30 e 45 anos.
Constatamos que a imagem de São Paulo limita-se a um destino para viagens de negócios de curta duração. Em um segundo momento, quando estimulados, os entrevistados mostram-se seduzidos em vivenciar os apelos da vida cultural, compras, agito noturno, parques de diversões, competições esportivas, bons restaurantes e excelentes hotéis existentes na cidade, lembra Roberto Gheler, presidente da entidade. O São Paulo Convention & Visitors Bureau tem como meta captar eventos e promover a imagem da cidade no Brasil e Exterior.
A pesquisa detectou também que a maior metrópole nacional recepcionaria muito mais turistas se houvesse conhecimento prévio, com relativa antecedência, dos eventos culturais e esportivos, megashows e exposições programados em São Paulo. Sem exceção, os entrevistados lembraram que só tomam conhecimento da agenda cultural da cidade pelo noticiário da televisão. Ninguém planeja uma viagem para o dia seguinte, completa Gheler. Outro fato bastante questionado, que dificulta a visita à capital paulista, é a inexistência de pacotes turísticos, sobretudo de finais de semana.
Para melhor explorar esse potencial, o SPCVB e seus associados - entre eles os principais hotéis da capital - planejam desenvolver duas ações simultâneas. A primeira é uma campanha institucional de longo prazo para mudar a percepção de imagem da cidade em todo o Brasil. A outra refere-se ao desenvolvimento de pacotes turísticos. Já estamos promovendo reuniões com hotéis, companhias aéreas e operadoras de turismo a fim de criar pacotes de fins de semana. Em uma primeira etapa vamos atrair residentes do interior paulista e moradores de capitais distantes até uma hora e meia de vôo de São Paulo, antecipa o presidente da entidade.


