Fausto Siqueira
Agência Folha
Daqui a alguns meses, quem estiver visitando o centro histórico de Santos poderá pegar o bonde para ir de um ponto a outro. A idéia da prefeitura, ao ressuscitar os bondes, é dar um charme especial ao circuito cultural e à vida noturna no centro da cidade, a maior do litoral paulista.
Um dos dois últimos bondes que restaram na cidade está sendo reformado pela CTC (Companhia de Transporte Coletivo), do Rio de Janeiro. O bonde percorrerá um trecho de 1.600 metros, interligando alguns dos principais monumentos históricos da cidade.
A prefeitura tem por objetivo atrair para o centro o investimento privado em cultura e lazer, favorecendo a abertura de bares, cafés, casas noturnas e de shows e espetáculos. A segurança será reforçada, com a transferência nos próximos meses da sede da Guarda Municipal para o prédio histórico da Estação Ferroviária do Valongo.
Haverá incentivos fiscais (isenção total de IPTU e ISS) a proprietários que investirem na recuperação de prédios de época. Verbas públicas também estão sendo aplicadas em restaurações. No último dia 10, o governo do Estado liberou para o município R$ 7,7 milhões do Fundo de Melhoria das Estâncias, dos quais R$ 2 milhões serão destinados à etapa final das obras do Teatro Coliseu, de 1909, que poderá voltar a receber espetáculos de teatro, música e dança. Outros R$ 700 mil do mesmo fundo vão para a reurbanização do boulevar da rua 15 (R$ 400 mil) e da praça dos Andradas (R$ 300 mil), ambos na região central.
Na rua 15, onde desde o início do século se concentram os principais escritórios de comércio de café, os postes serão removidos, a fiação elétrica será embutida e o piso será trocado. A finalidade é devolver à rua o aspecto que possuía na época áurea do café. Na 15, está o imponente prédio da Bolsa Official do Café, cuja restauração foi concluída no ano passado e hoje abriga o Museu do Café Brasileiro.

mockup