Inácio Araujo
Agência Folha
Não se pode dizer que não tenha sido uma escolha lógica: ‘‘Santo Forte’’, de Eduardo Coutinho, ficou com o prêmio de melhor filme e ‘‘São Jerônimo’’, de Júlio Bressane, com o de melhor direção no 32º Festival de Cinema de Brasília, encerrado na noite de ontem.
Os dois filmes se destacaram claramente entre os 12 longas-metragens em competição. O prêmio especial do júri foi para ‘‘Hans Staden’’, de Luiz Alberto Pereira, e chama a atenção para um trabalho antes de tudo bem-acabado.
Fernanda Torres ganhou o prêmio de melhor atriz por ‘‘Gêmeas’’, Everaldo Pontes, o de melhor ator, por ‘‘São Jerônimo’’. ‘‘Santo Forte’’ levou ainda melhor roteiro e montagem, além do prêmio da crítica. ‘‘São Jerônimo’’ ficou com melhor fotografia, e ‘‘Hans Staden’’, melhor direção de arte. O prêmio concedido pelo público do festival foi para ‘‘Gêmeas’’.
O júri criou ainda uma menção honrosa ‘‘pela inventiva articulação entre documentário e ficção’’ para ‘‘Milagre em Juazeiro’’. O que há de inventivo nessa mistura não foi explicado. Entre os curtas-metragens em 35 mm, ganhou ‘‘Três Minutos’’, de Ana Luiza Azevedo. Entre os concorrentes na categoria de 16 mm, venceu ‘‘Uma Nação de Gente’’, de Margarita Hernandez e Tibico Brasil.

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