Os Satyros, por sua vez, já começaram a trabalhar para a manutenção da própria história e da história de seus colaboradores. Em comemoração aos 20 anos da companhia, acaba de ser criada a Satyros Literatura, que em breve lançará três livros com crônicas, dramaturgia e reflexões estéticas, em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. De acordo com Ivam Cabral, o segundo volume da série de biografias do teatro paranaense deve sair pela Satyros Literatura no segundo semestre de 2009.
Pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a companhia lançou em 2006 os livros ''Cia. de Teatro Satyros: um palco viceral'', de Alberto Guzik, e ''O Teatro de Ivam Cabral - Quatros textos para um teatro veloz''. E outros dois títulos têm lançamentos previstos para o próximo mês de maio. ''O teatro de Rodolfo García Vázquez'' e ''Os Satyros: 20 anos'', de Germano Pereira.
Segundo Ivam Cabral, foram Os Satyros que abriram as portas da Coleção Aplauso para a participação das companhias mais jovens. Para o dramaturgo, o Paraná ainda carece de iniciativas como essas para valorizar a produção local de qualidade. ''Definitivamente nós não temos memória, eu sou paranaense e posso dizer. Isso é muito cruel. Em São Paulo isso não acontece. É contra isso que eu brigo com Curitiba. A gente tem que mudar essa postura de valorizar só o que é de fora. A arte no Paraná é muito bacana, só que a gente não sabe quem são essas pessoas. O santo de casa não faz milagre. Já mudou bastante, mas falta muito, claro! Se a gente insistir bastante, vai mudar e a gente vai ver essa mudança'', avalia Cabral. (D.R.)

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