Outra festa de Réveillon para o ano 2000. Depois do projeto para o Times Square, em Nova York, que vai ter 24 horas de comemorações e telões com a passagem do ano em várias cidades do mundo, é a vez de serem divulgados alguns planos para o Rio de Janeiro. Não-oficiais, a princípio. O publicitário Roberto Medina já falou sobre o projeto, mas agora é a vez do guitarrista Carlos Santana. Ele está planejando um festival de música para bater em tamanho o Woodstock e tudo mais que o mundo já viu até hoje. ‘‘Eu disse para o Artista (antes conhecido como Prince), você tem 1999, mas a gente tem o ano 2000’’, afirmou ele, mais enigmático impossível, sobre seu projeto do festival no dia do ano-novo no Brasil. ‘‘Eu tenho dito isto há muito tempo - e não para ser inteligente, bacana, nada: o primeiro e o segundo Woodstocks vão parecer ensaios perto deste aqui’’. Ele disse que seus planos são tão sérios que já conversou ‘‘com um bando de advogados e contadores’’, que dizem que sua megafesta ‘‘não pode ser feita porque os músicos vão pedir cachês milionários’’. Ele tem outro plano para contornar a situação. ‘‘Convidar gente como Nelson Mandela: todos os músicos vão querer esbarrar nele’’. Ele já tem um nome para o festival, ‘‘For a Better World’’. Segundo o guitarrista, o evento é para músicos de verdade. ‘‘A gente não quer os artistas da moda na época, apenas músicos que penetrem nos corações com um som que vai fazer você querer rir, dançar e celebrar’’.

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