Na sinopse consta que o Solano, num dado momento, casa com uma moça infectada pelo vírus da Aids. Esta trama vai ao ar ou a Globo vetou, como foi noticiado?
Alexandre Borges - Não sei como vai ficar. Na verdade, sei que é um tema delicado. Só as pessoas que têm poder de decisão e experiência de fazer novela poderão perceber se é o momento, se vai dar certo ou se este tema cabe nessa novela. Numa hora ou noutra, o tema vai ser discutido. Sinto que seria uma ótima chance de abordá-lo, até em função do horário das sete, que normalmente exibe tramas mais leves. Seria uma possibilidade de expor a questão de uma maneira positiva. Não seria mostrado o sofrimento ou uma pessoa numa cama de hospital morrendo.Ana Cristina Ioselli
TV Press

Luiza Dantas/Carta Z NotíciasAlexandre Borges: ‘‘Quis fazer um cara com muito prazer em relação à preguiça, sem culpa’’Há quatro anos, o santista Alexandre Borges percebeu que os palcos teatrais não eram o limite da arte. Ele fazia ‘‘Ham-let’’, de José Celso Martinez Corrêa, quando apresentou-se na Manchete para os testes da novela ‘‘Guerra sem Fim’’. Logo foi escolhido para protagonizar, na pele do traficante de drogas Cacau, aquela que seria sua estréia na tevê. Apesar de não ter repercutido entre o público, a novela serviu para atiçar a cobiça da Globo em relação àquele novato promissor. De lá para cá, quatro novelas e a minissérie ‘‘Engraçadinha’’ provaram que Alexandre não é apenas mais um meteoro de bela plástica que aterrissou na tevê.
Como o vagaroso Solano, em ‘‘Zazᒒ, Alexandre pode não ter vida fácil. O personagem está cotado para se envolver com a questão da Aids. A alta direção da Globo ainda tem dúvidas se aborda ou não o tema. De qualquer forma, Alexandre não se intimida, deixando claro que já está íntimo da linguagem televisiva. ‘‘A gente vai aprendendo com os erros e acertos’’, diz, modesto. Apesar de ter adquirido fama instantânea desde que estampou seu rosto na Globo, Alexandre mantém a mesma simpatia de quando subia o Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, para incorporar um bandido na novela ‘‘Guerra sem Fim’’.
Um entre dez irmãos, quase todos artistas, Alexandre conhece de perto as dificuldades da carreira. A ele, importa unicamente crescer profissionalmente.
O raciocínio é coerente com sua trajetória na tevê. Depois de trocar tiros em ‘‘Guerra sem Fim’’, emplacou um gigolô em ‘‘A Próxima Vítima’’ e fez o amante da protagonista de ‘‘Engraçadinha’’, Cláudia Raia. Logo veio o atordoado Afonso, de ‘‘Quem É Voc꒒, e agora Solano, de ‘‘Zazᒒ.
‘‘Não gosto de trilhar um só caminho’’, vai avisando. Portanto, depois do teatro e da tevê, é tempo de investir no cinema. ‘‘Cachorro’’, de José Henrique Fonseca, um episódio do filme ‘‘Traição’’, e o longa ‘‘Alves e Cia’’, de Helvécio Ratton, são dois novos filmes que logo vão projetar Alexandre Borges nas telas do Brasil.

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