O pelourinho é o nome dado uma coluna de pedra erguida no meio da praça onde os negros eram açoitados em punição pública. O primeiro pelourinho de São Salvador foi erguido no começo do século XVII, no Terreiro de Jesus, mas os gritos das vítimas incomodavam a Igreja dos Jesuitas. Ele mudou várias vezes de lugar antes de chegar no Largo do Pelourinho, onde se encontra até hoje.
O Pelô sempre foi fashion. Suas ruelas eram endereço dos senhores de engenho, de negociantes de tabaco e desembargadores. Na arquitetura dos sobrados e riqueza de detalhes estão evidenciadas a formidável riqueza rural dos senhores que tinham ali suas casas urbanas. Riqueza que começou a decair com a abolição da escravatura.
Das sacadas, as damas e donzelas, envoltas em seus vestidos e com o rosto coberto pelos leques, assistiam o movimento e os castigos aplicados aos negros. Os castigos só foram abolidos em 1835 e a coluna passou a servir para afixar os decretos do governador.
O Pelorinho passou muito tempo no ostracismo, sem ter seu valor histórico reconhecido. Durante este período muitos casarões foram destruídos e abandonados. Alguns historiadores afirmam que o Pelô de hoje representa cerca de um quinto do original. A luta para conter a destruição começou na década de 40.
O Centro Histórico se estende do bairro de Santo Antônio até a Barra. Nele estão algumas das igrejas mais bonitas e famosas de Salvador. Entre elas está a igreja de São Francisco, com seu interior todo decorado em ouro e a Catedral Basílica da Sé. A Igreja da Ordem Terceira De São Francisco, com sua lindíssima fachada rococó esculpida na pedra e o Museu de Arte Sacra reúne a maior coleção de arte religiosa do País, entre esculturas, pinturas, prataria, azulejos, talhas e ourivesaria.
Na Bahia está a maior concentração de edifícios no estilo barroco português da América Latina, construídos entre os séculos XVII e XVIII. A maior parte fica no Pelourinho, Terreiro de Jesus, Praça da Sé e Ladeira do Carmo. (C.B.)

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