San Andrés: sete cores e quatro meses
Colômbia - A pior notícia que o turista recebe ao chegar em San Andrés é que a permanência somente é permitida por 4 meses ao ano. Tudo porque nas últimas cinco décadas a população da ilha subiu 1.200%: de 5 mil para 70 mil pessoas. Também, em um paraíso como este, ninguém quer ir embora. E quem chega, quer ficar.
É o caso do cearense Carlos Méndes Ribeiro Jr, que era ligado ao setor de exportação e importação. Depois de passar por dois sequestros na Nigéria, e enfrentar um difícil divórcio no Brasil, ele decidiu visitar San Andrés. Amante da vela, acabou fixando residência na ilha colombiana, adquirindo um veleiro maior e montando dois hotéis Portobelo (www.portobelohotel.com) localizados em frente das melhores praias e a duas quadras da principal região comercial, com uma vista invejável do Mar do Caribe. ''Tenho saudades do Brasil, mas a qualidade de vida que tenho aqui não encontro em nenhum outro local'', afirma Carlos. E ele sabe o que fala.
Maior ilha do arquipélogo declarado pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera, que conta ainda com Providencia e Santa Catalina, San Andrés é apaixonante. O Mar do Caribe tem sete cores, garantem os nativos, mas se o visitante não for muito criterioso pode contar mais. São diferentes tons de azul e verde que enchem os olhos.
As melodias envolventes do reggae e do calypso, os pratos típicos deliciosos, a alegria contagiante dos habitantes locais e as múltiplas opções de esportes náuticos são atrações desta ilha de apenas 34 quilômetros quadrados, cercada por corais que fazem a alegia de 'buceadores' (mergulhadores) do mundo todo. A visibilidade ultrapassa os 30 metros debaixo d'água. A abundante vida marinha e os naufrágios são os pontos dos passeios subaquáticos.
Quem não é profissional de mergulho pode optar pela nova sensação, os 'Aquanautas' (www.aqua-nautas.com). São seis capacetes tipo astronauta que podem ser usados por pessoas a partir dos 12 anos, sem treinamento. O passeio pelo fundo do mar dura 30 minutos e chega-se a até 15 pés (5 metros) de profundidade.
Quem não quer nem se molhar pode utilizar o mini-submarino, um barco que tem janelas de vidro na parte que fica encoberta pela água, onde é possível ver com nitidez os peixes e os corais de várias espécies.
Outros locais imperdíveis são as ilhotas que ficam entre San Andrés e a barreira de corais. Uma delas, a cinco minutos de barco, é a paradisíaca Johnny Cay. Depois de dar a volta completa entre os coqueiros da pequena porção de areia branca, siga até El Acuário, onde mesmo os mais medrosos se esbaldam com a quantidade de peixes coloridos que nadam em águas rasas.
Na caverna de Morgan funciona um museu que recria o mundo dos piratas. No covil, dizem as lendas, ainda há tesouros enterrados. No 'oyo soplador', uma imagem fantástica proporcionada pela natureza. As fortes ondas do mar entram por debaixo da rocha e a água é espirrada para fora por uma pequena abertura, dando o efeito de um geiger.
O centro, que é uma espécie de free shop gigante, com lojas vendendo eletrônicos, roupas, perfumes, bebidas e uma série de produtos de marcas famosas a preços tentadores, é outra parada importante.
Os pratos típicos são irresistíveis, especialmente os preparados com frutos do mar. A cozinha internacional também é variada e superconvidativa. Recomendamos o La Regatta Restaurante e o Gourmet Shop, um Assho genial.
Para terminar, nada melhor que aproveitar a noite a bordo do galeão Morgan, com show de reggae e muita música no ritmo caribenho, para 'rumbar' (dançar) durante as duas horas do passeio.
Para se hospedar, além dos hotéis luxuosos como os da rede Decamerón (www.decameron.com/hoteles), há os mais simples, mas com conforto e preço convidativos como o Portobelo, do cearense Carlos, e o hotel Bahia Sardina (www.geocities.com/bahiasardina), que está em uma das melhores praias da ilha, tem 42 apartamentos com ar-condicionado, restaurante e piscina. (D.G.J.)





