As sagas de samurais já povoaram incontáveis páginas de mangás. Mas poucas foram tão bem-sucedidas na versão em quadrinhos do que ‘‘Vagabond’’. A série, escrita e desenhada por Takehiko Inoue, chegou esta semana às bancas brasileiras em lançamento da editora Conrad.
No Japão já vendeu mais de 10 milhões de exemplares. O sucesso de público foi acompanhado pela recepção entusiasmada da crítica, que premiou o autor com os mais prestigiosos troféus do país. O mangá narra a trajetória de Miyamoto Musashi, o mais famoso samurai do Japão. A história foi baseada no livro de mesmo nome do herói, de autoria de Eiji Yoshikawa. É ambientada no século 17, situando-se no período em que Musashi desenvolveu os atributos de espadachim eliminando um a um os descendentes de quem matara seu pai.
Na época, ele chamava atenção por seus trajes, verdadeiros trapos de indigente. Dos 16 aos 30 anos, vagou pelos campos movido pela vingança. Ao atingir seu objetivo, sumiu da arena dos duelos só reaparecendo anos depois na província de Higo para ser instrutor de samurais. A essa altura, estava absorvido pelo cultivo da elevação espiritual e gosto pela pintura, literatura, caligrafia e artesanato.
O mangá reconstitui sua saga, começando pelo fim da batalha de Sekigahara, quando ele se vê derrotado e perde seu protetor e o emprego de guerreiro. No episódio inicial da série, Musashi (então ainda chamado Shinmem Takezo) e seu amigo Hon’iden Matahachi são ‘‘salvos’’ por uma linda mulher e sua filha, que os escondem de bandoleiros caçadores de sobreviventes.
Mas elas também são perseguidas por roubarem espadas e armaduras dos mortos nos campos de batalha. Ao longo das páginas, os desenhos surpreendem a cada quadrinho com seus traços sóbrios e cheios de detalhes. A exemplo de outros títulos do gênero já publicados no país, ‘‘Vagabond’’ adota o formato original dos quadrinhos japoneses com leitura da direita para a esquerda.
A capa traz a leganda: ‘‘aconselhável

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