Se depender de impulso oficial, o turismo de negócios em São Paulo vai crescer ainda mais. A campanha ‘‘Sampa Happy End’’, lançada pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPC&VB) por exemplo, visa incrementar o fim de semana na capital paulista, oferecendo vantagens e descontos ao turista que venha a trabalho e permaneça na cidade durante o fim de semana.
‘‘Queremos trazer mais visitantes a São Paulo e oferecer o que há de melhor’’, explica o diretor-executivo do SPC&VB, Aristides de La Plata Cury. ‘‘Vamos também aumentar em um dia o tempo médio de permanência do executivo, que atualmente é de dois dias.’’ Com a campanha, espera-se atingir 8 milhões de homens de negócios, potenciais visitantes de São Paulo.
Duas pesquisas amparam e motivam a campanha. Dados da SPC&VB e do Sebrae-SP indicam que, anualmente desembarcam na cidade pouco mais de 400 mil turistas, atraídos, sobretudo, pelo turismo de negócios. E este visitante ‘‘alvo da campanha’’ gasta, por dia, cerca de US$ 150, o dobro da média brasileira. No Rio, por exemplo, esta cifra não chega a US$ 107.
Em ascensão Pesquisa semelhante realizada pela Emplasa, setor de planejamento de políticas do governo estadual, detectou que 58% dos turistas estrangeiros que chegam a São Paulo vêm à cidade a negócios. E este grupo, segundo a pesquisa, é o maior responsável pela ocupação da rede hoteleira da capital: dos cerca de 23 mil apartamentos disponíveis em hotéis e flats classificados pela Embratur, 70% deles passam a semana ocupados; nos fins de semana, com a saída dos executivos, o índice cai pela metade.
Computando os empregos diretos e indiretos, a atividade turística emprega 800 mil paulistanos e gera R$ 5,6 bilhões anualmente. Um número que tende a crescer: em 96, o segmento cresceu 29% no Brasil em relação a 95. O turismo de negócios, que responde por boa parcela dessa cifra, já é uma atividade lucrativa. Tanto é que chega a ser quase impossível agendar um evento nos hotéis da cidade sem antecedência mínima de seis meses. De olho nesse mercado em plena expansão, calcula-se que mais 300 empreendimentos serão erguidos até o ano 2000. Só na capital, a construção de hotéis consumirá um total de US$ 3,5 bilhões.

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