Esse parece realmente ser o ano de Paulinho da Viola. Não bastasse o lançamento de um novo disco, a gravadora Emi-Odeon acaba de colocar no mercado 11 elepês, gravados entre 68 e 79, transformados em CDs devidamente remasterizados. No meio dessa avalanche é possível encontrar algumas das pérolas escritas por Paulinho, tais como ‘‘Foi um Rio que passou em minha vida’’, ‘‘Sinal Fechado’’, ‘‘Tudo se Transformou’’ (que Caetano regravou maravilhosamente bem), ‘‘Nada de Novo’’, ‘‘Argumento’’, entre outras.
Mas há também compositores clássicos que Paulinho sempre reverenciouá - De Cartola a Noel, passando por Wilson Batista, Zé Ketti, Ary Barroso, Alberto Ribeiro até Padeirinho. Entretanto, a grande vedete fica por conta do disco de estréia, em 68, cuja curiosidade é ver Paulinho cantando, em meio a pesadas cordas e metais, conforme os padrões de arranjo de samba da época, ‘‘Coisas do Mundo, minha Nega’’, ‘‘Doce Veneno’’ e ‘‘Não te Dói a Consciência’’.

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